Um dos melhores romances históricos de espionagem
Khisto Stoianev e seu irmão, Nikko, são dois adolescentes em Vidin, uma pequena cidade no interior da Bulgária, às margens do rio Danúbio, no início dos anos 1930. Uma tarde, Khisto e Nikko se deparam com um desfile dos fascistas locais, liderados pelo aristocrata da cidade. Fardados em ridículos uniformes que incluem um capacete com penas, o pequeno grupo de fanáticos é ridicularizado por Nikko, que tem apenas 15 anos e nenhum senso do perigo que o cerca. Confrontados, os nazistas o espancam até a morte. A polícia não toma qualquer providência. Khristo, prevendo que seus dias estão contados na cidade por conta do episódio e de sua oposição aos fascistas, decide fugir para a União Soviética. Lá, é treinado como oficial de inteligência da NKVD, o temido serviço secreto precursor da KGB. Formado pelos russos, Khristo é enviado para a Espanha em 1937, para apoiar o movimento republicano na Guerra Civil contra os fascistas apoiados por Franco. Lá, ele acaba consolidando a impressão de que, sob o comando de Stalin, os comunistas talvez não sejam tão diferentes dos fascistas. Ele então deserta e tenta se esconder em Paris, onde passa a usar o nome do irmão para tentar se manter longe do radar dos soviéticos. Primeiro livro da série histórica de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, Night Soldiers consagrou o autor Alan Furst no gênero. De mãos dadas com Khristo Stoianev, o leitor viaja pela Europa pré e durante a Segunda Guerra, enxergando o conflito pelos olhos do personagem, um sujeito comum, sem os superpoderes de um espião profissional, que acaba envolvido no jogo da espionagem pelas circunstâncias da época. Uma leitura altamente recomendada para os amantes da história da Segunda Guerra Mundial e para os aficionados por literatura de espionagem.
