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    Gah & Kile (Dry Martini #4) -

    MF Correa

    Independente
    2020
    700 páginas
    23h 20m
    ISBN-10: B0841RTHL7
    Português Brasileiro
    4.6
    24 avaliações
    Leram1Lendo1Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos4Desejados2Avaliaram24

    Aqui sentada observando minhas amigas tão queridas me pergunto pela enésima vez: por que elas depositam tanto de suas vidas em outro alguém? Eu sei e entendo - até certo ponto - o desejo de ter alguém para dividir a vida. No fundo acho até bonitinho tudo isso. Mas existe um enorme, porém nessa afirmação e, talvez envolva uma minoria da qual faço parte. Eu, Agatha Santos, não acredito no amor. Então aqui vai meu alerta. Se espera por uma mocinha doce, melosa e cheia de sonhos amorosos, nem inicie a leitura e vá em busca de outra coisa. Caso permaneça aí e ainda queira me acompanhar, acomode-se e curta o passeio. *** ATENÇÃO CONTEÚDO ADULTO PARA MAIORES DE 18 ANOS ***

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    Mirna Paixão picture
    Mirna Paixão06/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O quarto Dry Martine te deixará embriagado, causará uma leve sensação de perda de sentidos, te fará sentir ressaca. Desafio, é essa a palavra que define em minha visão essa leitura. Mais uma vez me vi entre risos e lágrimas por cada novo capítulo lido. Agatha, Gah para os íntimos é mais que sinônimo de superação, ela é amor. Sim, tudo aquilo que ela não se sentia digna era o que mais lhe definia, a questão é que: "Quando a prisão é interna, quando o ser humano se fecha dentro de si mesmo e não abre espaço para mais nada, nem para a luz entrar e iluminar aquilo que esta escuro em seu interior" nem mesmo um super farol ou o raio de sol de um dia quente de verão é capaz de mudar essa escuridão. As vezes se faz necessária uma certa dose de afeto, em outras uma palavra amiga, no caso de Gah foi preciso uma invasão. Ela precisou se sentir perdida e acuada para se encontrar e poder sair de si, viver sem medo? É claro que não, até o mais forte dos heróis tem sua própria criptonita. O melhor de todos os músicos também necessita de silêncio e principalmente liberdade. Então, assim como ela, todos nós precisamos enfrentar nossos medos, em batalhas diárias, em doses homeopáticas, em conflitos constantes, o nome a forma mudam, a questão é que isso não impede que o medo de tentar, de seguir, de ser mais forte... nos acometa. Somos suscetíveis a eles e devemos tentar ou fingir ser fortes. Ter amigos é tido sempre como a família que escolhemos, não é novidade a sorte que nossas belas Liv, Mia, Lana e Gah, são muito mais que sortudas. Não importou a rasteira que a vida tentou pregar, sempre estavam a um abraço de distância. E tudo bem se não quisesse falar, se tudo o que necessitava era da sensação de conforto, o carinho, bastava olhar, ligar, pedir e é claro superar com um shot, ou com cerveja, o importante é saber que tem onde se sentir abrigado, quentinho e amado a todo instante. Porque amar é isso é sentir e expressar o que sente, levando em conta que amar é mais do que palavras. É compreender, dar espaço, invadir o espaço, sufocar dores, superar medos. No entanto, por muitas vezes queremos correr e esquecemos que deveríamos primeiro aprender a andar, um passo de cada vez, sempre. Kile, meu Deus como falar desse homem sem se prolongar tanto? O fotógrafo, o amigo e pai, o amante maravilhoso, qualidades não lhe faltam, mas sabemos que são os defeitos que nos tornam reais. E como tudo que se assemelha ao humano ele os tem. Sempre viveu como quis, não planejou o filho e mesmo assim se dedicou em ser o melhor para Joaquim, aprendeu na prática o que nem um livro ensina. Kile é o cara que toda mulher deveria ter, não importa como, apenas deveria ter. É claro que isso também se aplica a Noah, Nash e Vincent. São uma oitava perfeita. A musicalização desses casais são a sincronia que a dança exige, o silêncio que o teatro deseja, o respeito que o diferente merece. O uísque que mais se aprecia. Tudo com precisão cirúrgica. Crescer não é a tarefa mais fácil que nos dão. Todos os dias temos novos desafios e somos testados a exaustão para saber até onde chegamos, o que ou quanto suportamos e tal qual Milena está sendo difícil para mim esse até logo, jamais será um adeus, porque foram tantas lições, tantas emoções que não devem ficar esquecidas em uma prateleira na memória. Gah me mostrou que por mais lindo e genuíno que seja o sorriso, sempre devemos imaginar quão forte é a dor daquela aparência. Amar dói, viver dói, sentir seja lá o que for... dói. As vezes a ferida de fato se cura e deixa uma cicatriz, outras vezes é algo que parece inflamar mais e sangrar sempre. Lutar é uma constante que deve ser desafiadora sempre, e que acima de tudo devemos lembrar que vencer é muito mais que ganhar. A jornada deve ser vivida intensamente. Porque estar no topo da montanha e ver além do horizonte é lindo, no entanto a caminhada não foi fácil, e é isso que deve ser contado antes, o "o que passei para chegar lá" porque ver o brilho nos olhos de quem venceu ou superou não precisa de explicação detalhada. Viva a vida, o uísque, a cerveja a amizade e um brinde aos Dry Martini's. Seja forte, seja Agatha!

    1 curtida

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    4.6 / 24
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    Minas Gerais, Brasil

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