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    Igreja? Tô fora! -

    Ricardo Agreste

    Socep
    2007
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    35 avaliações
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    Na atualidade, podemos identificar o crescente interesse das pessoas pelo assunto "espiritualidade". As pessoas se mostram interessadas em conhecerem mais acerca dos princípios de Deus e da vida e ensinamentos de Jesus. No entanto, quando o assunto é "igreja" a história muda drasticamente. Por que isto? Mesmo entre aqueles que, por muito anos, frequentaram assiduamente uma igreja, parece existir uma crescente tendência a uma espécie de espiritualidade autônoma e solitária, acionando-se com uma comunidade local sem qualquer constância ou compromisso pessoal. Qual a razão desta tendência? Em "Igreja? Tô Fora!" você encontrará uma análise clara de algumas das principais causas que se encontram por detrás destes problemas. Ao ler e refletir sobre as ideias apresentadas, você se sentirá desafiado a repensar a igreja e a rever sua postura como discípulo de Jesus diante de Sua comunidade em missão no mundo.

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    Cássio Ferreira de Souza picture
    Cássio Ferreira de Souza03/04/2011Resenhou um livro
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    tô dentro!

    IGREJA? TÔ FORA! INTRODUÇÃO Ricardo Agreste aborda na introdução de sua pesquisa que pretende com seus estudos analisar a situação da Igreja no Brasil hoje, como ela é vista por pessoas que conhecem o evangelho amam e entendem o evangelho mais não gostam da igreja e de seus sistemas instalados. Ele da há principio quatro observações que parecem contribuir grandemente com esta resistência que as pessoas têm desenvolvido para com as igrejas instituídas que são: 1) Muitas dessas pessoas que não costumam freqüentar qualquer igreja tiveram uma péssima experiência com uma delas em sua infância. 2) Algumas destas pessoas, por real interesse ou mera cortesia, em algum momento de suas vidas chegaram a aceitar o convite de um amigo ou parente para ir até sua igreja numa programação especial que aconteceria. No entanto, a experiência foi desagradável ou bem desconfortável. 3) Em alguns casos, a resistência às igrejas instituídas nasce no coração e mente destas pessoas por conseqüência de uma experiência desagradável com alguém que se afirmava, com certa arrogância, fiel freqüentador de uma delas. 4) Para complicar ainda mais as coisas, estas pessoas estão constantemente diante de uma imagem de igreja, apresentada na mídia, que não é das melhores. Na versão católica, aparecem com regularidade notícias envolvendo sacerdotes em casos de pedofilia ou homossexualismo. Na versão protestante, crescem a cada dia os casos apontando escândalos financeiros, manchando o nome de pastores e igrejas. UM PROBLEMA CRÔNICO: SEU DNA Ricardo fala que pastores muitas vezes acabam sendo feridos por suas comunidades pela incompreensão de suas limitações e humanidades. Mas na maioria das vezes estão grandemente envolvidos e consumidos pelos projetos desenvolvidos por elas. Quando eles dão relatório do ministério só falam de suas realizações ministeriais e esquecem suas próprias vidas e historias pessoais. O autor depois deste argumento começa a desenvolver uma analise no livro de coríntios mostrando como o apóstolo Paulo tratou o problema da igreja de corinto sobre a vida de pecado deles e a nova vida em Cristo. Uma igreja local, nada mais é do que uma comunidade de pessoas ainda marcadas em suas lembranças pelos erros do passado, mas lavadas, santificadas e justificadas pelo sangue de Jesus no presente, no entanto, elas ainda estão sujeitas aos deslizes, o que faz delas gente limitada e imperfeita. Esta visão deveria gerar em nós pelo menos três disposições: 1. Maior humildade na visão que temos de nós mesmos. 2. Relacionamentos mais graciosos. 3. Maior compromisso no cuidado mútuo. UM INIMIGO EXTERNO: A CULTURA Na mente das pessoas hoje é assim, tudo ao nosso redor existe para ser consumido e, quando não tiver mais utilidade, é descartado. O papel da igreja diante de toda e qualquer cultura é, primeiramente, identificar os pontos de contato e as oportunidades para comunicar aos homens e mulheres inseridos na cultura, a mensagem do Evangelho de Deus. Ao mesmo tempo, a igreja deve também identificar as distorções e disfunções presentes na cultura, confrontando seus mecanismos que vão gradativamente envolvendo, cegando e escravizando seres humanos, tornando-os, a cada dia, seres mais distantes da imagem e semelhança de Deus. As conseqüências desta cultura do consumo são diversas. E o autor destaca algumas como: A. A busca pelo “ter” em detrimento de “ser”. B. O “outro” como matéria prima de minha realização pessoal. C. A insaciabilidade gerando relacionamentos descartáveis. D. Aparente individualidade X homogeneização da cultura. Logo após estas conseqüências o escritor nos mostra como as pessoas consumistas escolhem uma igreja é uma analise interessante e muito real aos dias de hoje. Depois ele nos mostra pela Palavra de Deus como agirmos diante desta cultura consumidora dando as lições que são: a) Tenha como cerne de sua espiritualidade a devoção pessoal e total de Deus (Rm 12:1). b) Não se deixe moldar pelo padrão deste século. c) Deixem-se transformar a partir de suas mentes (Rm 12:2). d) Tenha um conceito mais equilibrado acerca de si mesmo (Rm 12:3). e) Tenha consciência de sua interdependência aos outros (Rm 12:4-5). UMA AMEAÇA INTERNA: SEUS LÍDERES O autor aborda a grande ameaça interna da igreja que são seus líderes que tem com suas vidas destruindo muitas igrejas. Ele da uma analise sobre a vida de Jesus como ele lhe dava com os fariseus e falsos profetas. E tira duas conclusões que os falsos profetas não se constituem uma surpresa nos planos de Jesus e de sua igreja, e que os falsos profetas não são identificados pela ausência de carisma, mas pela ausência de caráter. UM PONTO DE TENSÃO: SUA MISSÃO Existe algo que incomoda na igreja, mesmo que não tenham isso de forma muito elaborada e definida nas mentes das pessoas. Trata-se da missão ou propósito histórico da igreja. Assim Ricardo da uma analise da igreja bíblica missionária e um relato da situação de nossas igrejas hoje que muitas das vezes não tem se quer o propósito parecido com que no início ela foi constituída. Assim ele analisa o livro de Atos apontando o verdadeiro propósito da igreja de Cristo. Tirando assim estas aplicações que uma igreja verdadeira e missionária deve ter diversidade cultural (At 13:1), unidade de propósito (At 13:2) e compromisso com a agenda de Deus (At 13:3). A igreja encontra quatro barreiras na tentativa de anunciar o Evangelho de Deus ao homem e à mulher da sociedade contemporânea:  A barreira da imagem.  A barreira da sub-cultura.  A barreira do evangelho.  A barreira do compromisso total. MAS, AFINAL DE CONTAS O QUE É IGREJA? Ricardo trata como realmente deve ser uma igreja e dá uma analise de igrejas hoje e seus verdadeiros propósitos e que me chamou mais à atenção é este quadro abaixo dos modelos abordados e o modelo bíblico.

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    Ricardo Agreste da Silva profile picture

    Ricardo Agreste da Silva

    Teólogo, filósofo e escritor. Mestre em Teologia com especialização em Missões Urbanas pelo Calvin Theological Seminary nos Estados Unidos, ele é pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera em Campinas, SP, e autor dos livros: “Igreja? Tô Fora!”, “Revisão de Vida” e “Feito para Durar”. Graduado do Haggai em Maui (2006), docente nacional do Instituto Haggai do Brasil, é casado com Sônia e tem três filhos.

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    Ricardo Agreste da Silva