from Cultura: "This book uses the discoveries of neuroscience to help us make the best decisions Since Plato, philosophers have described the decision-making process as either rational or emotional - we carefully deliberate, or we 'blink' and go with our gut. But as scientists break open the mind’s black box with the tools of neuroscience, they’re discovering that this is not how the mind works. Our best decisions are a finely tuned blend of both feeling and reason - and the precise mix depends on the situation. When buying a house, for example, it’s best to let our unconscious mull over the many variables. But when we’re picking a stock, intuition often leads us astray. The trick is to determine when to use the different parts of the brain, and to do this, we need to think harder (and smarter) about how we think. Jonah Lehrer arms us with the tools we need, drawing on cutting-edge research as well as the real-world experiences of a wide range of 'deciders' - from airplane pilots and hedge fund investors to serial killers and poker players. Lehrer shows how people are taking advantage of the science to make better television shows, win more football games, and improve military intelligence. His goal is to answer two questions that are of interest to just about anyone, from CEOs to firefighters - How does the human mind make decisions? And how can we make those decisions better?"
How we decide - How The Brain Makes Up Its Mind
Jonah Lehrer
A relevância das emoções na tomada de decisão
O livro "How We Decide" me pareceu uma versão simplificada do livro "Think Fast and Slow" de Daniel Kahneman, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2002. Com uma linguagem mais simples, e focando problemas cotidianos, Jonah Lehrer explica em seu livro a dinâmica cerebral para tomada de decisões e determina o contexto em que a utilização de emoções como critério de escolha pode superar o pensamento lógico em problemas complexos. Emoções, que podem ser caracterizadas como respostas fisiológicas tais como: aumento da pressão arterial, alteração da temperatura corporal, e aumento do suor, compreendem um mecanismo primitivo da evolução humana que é especialista em identificar padrões baseado em experiência. Porém, em problemas e situações novas, a melhor abordagem para a tomada de decisão é concentrar a atenção de forma lógica, desconsiderando sugestões emocionais aleatórias. Esta é a base para se manter a calmo em situações de alta pressão. Em cenários deste tipo é necessário esforço cognitivo do córtex pré-frontal para buscar soluções criativas, uma vez que respostas automáticas pautadas por emoção e experiências anteriores não são suficientes para se encontrar uma solução. Da perspectiva do cérebro, novas ideais são simplesmente a compilação de memórias que ocorrem no mesmo instante de tempo, tendo por resultado a identificação de relação ou coerência entre as mesmas. A capacidade de reter informação na memória de curto prazo resulta em uma maior facilidade do cérebro realizar associações úteis e solucionar problemas de forma criativa. Neste processo, faz parte o filtro de maneira consciente de associações e ideias incoerentes, resultando na análise explicita do grande volume de ideia que se acumulam em momentos de alta pressão. De outro ponto de vista, o ato de pensar demais pode resultar em uma menor performance quando feito por profissionais ou especialista em determinado assunto. Por exemple, pergunte a um jogador de basquete como ele faz para fazer cestas de três pontos, e peça a ele que siga estas mesmas orientações ao lançar uma boa, e você observará uma redução significativa no número de cestas convertidas. Uma vez que um especialista tenha memorizado os movimentos necessários para se converter um lançamento de três pontos, pensar sobre o ato do lançamento é uma total perda de tempo. Esta situação mostra que pensar de maneira deliberada interfere nos movimentos treinados e assimilados por um nível mais profundo da automação cerebral, a pessoa deixa de executar uma ação que “feels better” – parece melhor, para fazer algo que lhe soa melhor. A explicação para este tipo de situação é que pensar de mais em situações ou escolhas complexas (como jogar uma bola de basquete ou escolher o cereal matinal) faz com que nosso foco se disperse para todo tipo de variável que não são relevantes para o nosso gosto. Exemplo: a escolha de uma pintura por critérios objetivos resulta em uma maior insatisfação da escolha depois de alguns meses do que a escolha puramente emocional. Algumas outras situações onde o emocional tende a resultar em uma melhor escolha são: compra de uma casa, compra de móveis, ações corporais em um esporte, dirigir um carro. Em muitas situações uma pessoa ao optar pela utilização de uma escolha deliberada busca argumentos lógicos para refutar seu sentimento, como se isso fosse mudar o que as emoções já lhe indicam. Em uma experiência sobre a agilidade do pensamento consciente e da emoção utilizando um pacote de baralho normal e outro alterado, foi detectado que o subconsciente identificou o baralho alterado por meio de mais suor e aumento da pressão arterial toda vez que o participante da experiência selecionava o baralho alterado. E o mais interessante é que isso ocorreu na 10ª carta de baralho. Enquanto que o participante foi capaz de conscientemente identificar o baralho alterado apenas na 80ª carta selecionada. “Quando você pensa demais no momento errado, você limita a sabedoria do seu emocional, o qual é muito melhor de identificar preferencias reais. Você perde a habilidade de saber o que realmente você deseja”. Outro ensaio bastante conhecido discutido no livro foi a utilização de placebo (medicamento sem qualquer substancia ativa) que resulta na melhora “inexplicável” do paciente. De acordo com o autor, o efeito placebo depende inteiramente do córtex pré-frontal – o centro dos pensamentos racionais. Quando se acredita em algo que está sendo sugerido, o lóbulo frontal responde com a inibição das atividades emocionais de áreas do cérebro como a insula, a qual normalmente responde a dor. Um exemplo atrelado a este fenômeno foi o menor efeito de um medicamento nos participantes que pagaram o mesmo com desconto de 30%. Isto explica porque a aspirina de marca aparente resultar em um melhor efeito do que a aspirina genérica, ou mesmo porque a Coca-Cola aparente ter um melhor sabor que outra bebida similar. Por incrível que parece, estes experimentos sugerem que em muitas circunstancias, principalmente as mais complexas, o consumidor pode realizar melhores decisões ao saber menos detalhes sobre o produto que está adquirindo. Em um outro aspecto da tomada de decisão, o autor discute porque os 8 dos 10 mandamentos de Deus são efeitos naturais do comportamento cerebral de simular a frustração de um outro ser humano. Ao fazer isso, o pensamento moral – também uma característica de base da evolução humana, passa a ser chave para o convívio social. Com esta constatação, o autor discute a incapacidade de psicopatas de sentir as emoções que um ser em sofrimento sente, e a dificuldade de autistas no entendimento de consequências emocionais em um outro ser humano. Na parte sobre decisões de pouco relevância, é apresentada a disputa de emoções entre o Nucleus accumbens (NAcc) – sentimento positivo, e a insula – sentimento negativo. E a química gerada com maior intensidade acaba refletindo na escolha ou rejeição de uma escolha. Por exemplo, uma compra de shopping center. E uma vez decidido pelo emocional, o lóbulo pré-frontal irá construir razões para se ter realizado a escolha. A única maneira de evitar esta influência emocional é encorajar discussões internas sobre a escolha. Devemos nos forçar a pensar sobre as informações e motivações de que não queremos pensar por desviar da escolha pré-concebida. Quando passamos a boicotar nossa mente desprezando argumentos que contradizem nossa escolha, passamos a ignorar informações relevantes que poderiam resultar em uma melhor escolha. Uma frase de Alfred P. Sloan, presidente do conselho da General Motors, resume uma boa abordagem em caso de unanimidade: “Eu proponho que a reunião seja postergada até que tenhamos dado tempo a nós mesmos de desenvolver alguns argumentos de discordâncias, e talvez com isso possamos entender melhor sobre o que estamos decidindo. ” Ao utilizar a razão para uma escolha, devemos nos lembrar de nos focar nas variáveis que são importantes para o resultado que queremos atingir – pense de maneira clara e objetiva. Devemos descartar as variáveis irrelevantes que possam nos distrair do objetivo fim da decisão. E em decisões complexas, devemos nos lembrar de escutar nossos sentimentos. Considerações finais: - Problemas simples e/ou Programas Novos requerem pensamento lógico e estruturado - Problemas complexos que exigem repostas rápidas podem ser solucionados escutando nosso sentimento. - Porém, para decidir entre um problema ou outro, pense sobre como pensar!
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