O Espírito do Guerreiro -

    Steven Pressfield

    Contexto
    2020
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788552001737
    Português Brasileiro

    As guerras existem desde o princípio dos tempos. Mas o que há em comum entre os bravos guerreiros espartanos e os soldados contemporâneos? O que define o Espírito do Guerreiro? Como transportar esse espírito para as batalhas internas que atingem todos nós? Neste livro, o escritor de tantas guerras Steven Pressfield fala de honra, coletividade, bravura, dignidade, abnegação. E, claro, desejo de vitória.

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    Gi S B02/08/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Queres a paz, prepara-te para a guerra...

    Eis o espírito: "a necessidade, a mãe das invenções, a que faz o sapo pular". Ora, não fosse a adversidade, não haveria o guerreiro. Ou como diz o ditado da caserna: "enquanto o mundo gira, o soldado se vira." O livro é conduzido com mão de mestre pelo autor que demonstra o que chamou em diversas passagens do livro como sendo o "ethos" guerreiro, o seu modo de ser do guerreiro. Demonstrou que vivemos numa sociedade contraditória, que prima por ideais antiguerreiros , mas envia os guerreiros para fazer o trabalho "sujo", que precisa ser feito. O autor versa sobre a transformação e valoração de uma sociedade que partiu de uma sociedade tribal para uma sociedade que preconiza valores guerreiros como a honra e a coragem e o trabalho em equipe e em tudo priorizando o coletivo em detrimento do individual, bem como colocando a abnegação em favor do grupo como característica a ser seguida e incentivada. A meu ver só faltou um maior aprofundamento do autor na questão da psique coletiva, pois como a ética guerreira se baseia no trabalho coletivo e o autor iniciou uma explanação sobre o inconsciente coletivo, noção criada pelo psicólogo Carl Jung, não chegou a adentrar em pormenores da teoria junguiniana e fazer um paralelo e um link com o chamado espírito guerreiro. Outro problema que percebi superficialidade foi ter falado de Grécia e mais entusiasticamente de cultura espartana e sua sociedade guerreira, e não haver citado outros povos e civilizações guerreiras, como os japoneses, os vikings, entre outros povos com culturas voltadas ao espírito guerreiro. Pra mim, só faltou isso pra gabaritar a nota dez.

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