Eu esperava mais Degas do que sobre o crime que envolveu as meninas Van Goethem. Uma delas, Maria foi a modelo de alguns quadros e da escultura Pequena bailarina de cartorze anos. Além disso, acho que o livro seria mais interessante se tivesse trabalhado mais a democratização da mulher que tanto atraia o artista. Talvez histórias mais tensas (e não apenas breves descrições) para denunciar os magnatas que frequentavam as casas de shows (incluindo os próprios pais) e utilizavam as bailarinas como objetos. Gostei da presença de Émile Zola (ainda que en passant) com a encenação de Lassommoir que retrata o alcoolismo e a pobreza, temas presentes no livro.
