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    Bellwether -

    Connie Willis

    Spectra Books
    1997
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9780553562965
    3.3
    3 avaliações
    Leram3Lendo0Querem1Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados1Avaliaram3

    Connie Willis has won more Hugo and Nebula awards than any other science fiction author. Now, with her trademark wit and inventiveness, she explores the intimate relationship between science, pop culture, and the arcane secrets of the heart. Sandra Foster studies fads - from Barbie dolls to the grunge look - how they start and what they mean. Bennett O'Reilly is a chaos theorist studying monkey group behavior. They both work for the HiTek corporation, strangers until a misdelivered package brings them together. It's a moment of synchronicity - if not serendipity - which leads them into a chaotic system of their own, complete with a million-dollar research grant, caffé latte, tattoos, and a series of unlucky coincidences that leaves Bennett monkeyless, fundless, and nearly jobless. Sandra intercedes with a flock of sheep and an idea for a joint project. (After all, what better animal to study both chaos theory and the herd mentality that so often characterizes human behavior?) But scientific discovery is rarely straightforward and never simple, and Sandra and Bennett have to endure a series of setbacks, heartbreaks, dead ends, and disasters before they find their ultimate answer...

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    Luciana Darce picture
    Luciana Darce03/03/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Romance, teoria do caos e comportamento de manada com Connie Willis

    Sandra Foster, uma cientista social especializada em estatística, está examinando o modismo dos cabelos curtos, tentando descobrir como a mania começou e assim compreender os mecanismos de comportamentos de consumo e imitação. Bennet O’Reily está estudando teoria do caos - ou estava, até sua bolsa ser retirada e ele ir parar nos laboratórios da Hi-Tek, uma firma de pesquisa que é também um pesadelo em termos de administração e burocracia. Eles se conhecem após uma entrega errada de correspondência, aproximam-se por uma consciência compartilhada do ridículo do ambiente que os cerca, acabam começando um projeto conjunto envolvendo ovelhas e, para além de grandes descobertas científicas envolvendo um prêmio cobiçado, também terminam por cair de amores. Continuando meu projeto de ler a bibliografia completa da Connie Willis, peguei dessa vez <i>Bellwether</i>; uma referência à ovelha que lidera o rebanho, e também a ideia de um criador de tendências, duas imagens/conceitos que aparecem no enredo. Publicado em 1996, foi nomeado no ano seguinte ao Nebula de melhor romance, concorrendo com <i>A Guerra dos Tronos</i> (nenhum dos dois venceu, contudo). É uma história leve, com bastante humor, previsível, mas confortável e bem típica da Willis considerando o que já li dela. A sátira a cultura de escritório, críticas a competitividade e hermetismo acadêmico e também a imitação de comportamentos sociais acríticos. Em muitos pontos, <i>Bellwether</i> me lembrou Interferências - ambos são ficção científica misturada com romance, ambientadas em ambientes corporativos em que a empresa é uma entidade comicamente gananciosa e incompetente, com uma heroína decidida e eficiente e um herói genial mas um tanto desconectado da realidade. <i>Interferências</i>, contudo, funciona melhor tanto do ponto de vista do sci-fi, com sua pesquisa por uma tecnologia de telepatia, quanto do romance. Não que <i>Bellwether</i> não convença com seu casal de protagonistas, mas fato é que Sandra e Bennet não têm tanto tempo de cena juntos e passamos a maior parte do tempo seguindo Sandra atrás da nova mania a tomar corações e mentes do público - sejam barbies princesas, bebidas saudáveis, livros sobre anjos da guarda ou tatuagens faciais. Embora a tecnologia mostrada ao longo das desventuras dos dois torne o livro bem datado - pagers e fax, e coisas do tipo - a sátira social por trás da narrativa é muito atual. Modismos, manias, influenciadores lançando tendências: em <i>Bellwether</i> há um exagero proposital para nos levar ao riso, mas não é algo tão distante da nossa realidade.

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