Quando terminei de ler "Cartas para Martin", senti que o livro faltava alguma coisa. Por mais que eu tenha adorado a escrita da Nic Stone, a história me parecia meio rasa e estava cheia de gatilhos. Mas, por eu ter gostado da escrita da autora, eu estava determinada a ler os outros livros dela e descobri essa continuação, que comecei quase que imediatamente. É inegável que Stone melhorou do primeiro livro até esse, que por ser curtinho, senti que foi mais organizado que o primeiro. Ainda acho que algumas partes do enredo foram convenientes demais para o final proposto, mas eu gostei mesmo assim. Foi um vislumbre de esperança. Na seção de agradecimentos, Nic Stone fala como, apesar de esse ser um livro de ficção, foi o livro mais próximo da realidade que ela já escreveu e como é triste que os traços de ficção estejam mais marcados justamente nos momentos que vemos a rede de apoio de Quan, pois sabemos que, na realidade, jovens negros encarcerados não tem a sorte que Quan teve de ter pessoas que acreditavam nele. Isso me fez chorar. Por mais que Stone esteja se referindo ao sistema carcerário estadunidense, aqui no Brasil a realidade não é muito diferente. Espero que esse livro seja traduzido logo e atinja quem ele precisa atingir.