Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores39
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A acompanhante -

    Nina Berberova

    Imago
    1197
    97 páginas
    3h 14m
    ISBN-13: 9788531205552
    Português Brasileiro
    3.5
    17 avaliações
    Leram24Lendo3Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados12Avaliaram17

    Nina Berberova reconta neste livro as relações entre uma soprano famosa, nascida na alta sociedade de São Petersburgo, e Sonetchka, sua acompanhante, filha de uma professora de piano solteira e pobre. As duas compartilham o exílio em Paris, nos anos que se seguem à revolução comunista. A relação de ambas se conclui no silencioso paroxismo do amor e do ódio. Neste romance excepcional, Nina Berberova consegue ao mesmo tempo deixar transparecer nas reações das suas personagens o surdo antagonismo das classes sociais e a magia da música que as prende e as enfeitiça. Trata-se de um grande clássico indispensável para a educação. Possui texto de fácil entendimento que estimula os leitores a pensar e adquirir interesse pela leitura.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Ladyce West picture
    Ladyce West28/09/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Inveja, o pecado da baixa auto-estima

    A inveja, pecado mortal, fonte segura dos sentimentos mais complexos no ser humano, é o tema central desse pequeno romance (seria melhor chamá-lo novela, no sentido literário da palavra, ou seja um conto longo que não chega a ser um romance) titulado A acompanhante de Nina Berberova (Rússia, 1901- EUA,1993). Para os amantes de literatura russa essa escolha é perfeita, em estilo, prática, tema e complexidade emocional a autora, só descoberta por aqueles que não leem em russo, nos anos 80 do século passado, quase 30 anos após emigrar para os Estados Unidos, tornando-se cidadã americana. Publicado no Brasil em 1997 pela Imago, só agora, participando de um grupo de leitura cujas obras precisam ter menos de 150 páginas, cheguei a esse exímio retrato psicológico de Sonetchka uma pianista jovem, pobre, bastarda, competente e feia. Isso não sou eu quem diz, mas um personagem que, sem interesse secundário em suas habilidades na música, a leva para jantar e diz: Você é gentil, muito gentil. Tão feia e tão gentil. Tão pequena e tão feia [81]. Como se sente então essa jovem diante da cantora Maria Nikolaevna Travina, mulher atraente, enigmática, sedutora, portadora de uma bela voz, que lhe deu emprego, comida, roupas e uma vida fora da miséria em que nascera? Grata por ter sido reconhecida como competente? Feliz por ter um emprego que a tira da pobreza profunda? Fascinada com a oportunidade de sair da Rússia, ir a Paris? Não. A inveja a domina. Sonetchka não consegue ser generosa e apreciar o que de bom acontece na vida de sua patroa. Muito pelo contrário gostaria de destruir esses bons eventos. E não se livra tampouco dos preconceitos da sociedade russa, nem mesmo depois de deixar o país para trás. Não consegue se desfazer do complexo de inferioridade alimentado por ser filha de mãe solteira; por sentir que repetirá a vida de subsistência de sua mãe. Julga aqueles que a salvaram de um futuro incerto e faminto pelos rígidos parâmetros da mesquinhez. E a bela cantora que a salvara de um futuro abismal é o fruto de um ódio murmurante, impiedoso, abrigado na alma de sua acompanhante. Mas eu não notei nada, nada exceto aquela espécie de doçura que ela tinha, e de vez em quando um olhar incerto. De novo, ela era gentil e atenciosa com Pavel Fedorovich, de novo trabalhava muito e com aplicação; por períodos ela se embelezava de modo impressionante, e continuava sua existência com segurança e total liberdade. E eu sentia que sumia cada vez mais do lado dela, enquanto ela crescia como cantora e, física e espiritualmente, se aproximava de uma espécie de ponto focal de sua vida, ponto que poderia fazer durar por muitos anos, com sua inteligência, sua beleza e seu talento. [85] Não é suficiente alimentar o asco, torcer para que as coisas não se resolvam, não é suficiente imaginar o que faria para desmascará-la. O ódio que sente contra a bela e generosa cantora, precisa machucar. É preciso ferir Maria Nikolaevna Travina do mesmo modo que Amy a mais jovem das irmãs em 'Mulherzinhas',de Luísa May Alcott, precisa queimar o manuscrito de Jo, quando não pode ir a teatro. Não bastava sentir raiva, era necessário machucá-la, feri-la, naquilo que entendia ser sua fonte de poder. Com Sonetchka o mesmo acontece. Mas a vida lhe rouba até mesmo a oportunidade de ser central no evento que mudará a vida de sua patroa. Traída mais uma vez pelas circunstâncias a acompanhante mergulha em sua própria sopa de fel. Uma poderosa narrativa, surpreendentemente detalhada para tão pequena obra. Vale a leitura.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 17
    • 5 estrelas12%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas6%
    Nina Nikolayevna Berberova profile picture

    Nina Nikolayevna Berberova

    Nina Nikolayevna Berberova era uma escritora nascida no Império Russo que narrava as vidas dos exilados russos em Paris em seus contos e romances.

    6 Livros
    2 Seguidores

    Nina Nikolayevna Berberova