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    Dialogues de bêtes -

    Gabrielle Sidonie Colette

    Gallimard
    1975
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9782070367016
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    KIKI-LA-DOUCETTE : Elle a voulu - j'étais petit - me purger avec l'huile. Je l'ai si bien griffée et mordue qu'Elle n'a pas recommencé. Elle a cru, une minute, tenir le démon sur ses genoux. Je me suis roulé en spirale, j'ai soufflé du feu, j'ai multiplié mes vingt griffes par cent, mes dents par mille, et j'ai fui, comme par magie. TOBY-CHIEN : Je n'oserais pas. Je l'aime, tu comprends. Je l'aime assez pour lui pardonner même le supplice du bain.

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    Gabrielle Sidonie Colette

    O fato de Colette ter se tornado conhecida apenas pelo sobrenome dá a verdadeira medida de sua condição como escritora e celebridade. Em 1954, o obituário do "The New York Times" notava que ela era a segunda mulher a ter sido premiada com a Légion d'Honneur. Embora o sucesso de Colette transcendesse gêneros, e Paul Claudel a chamasse de "Maior nome entre os escritores vivos da França", boa parte de seus textos se preocupa com a construção da feminilidade. O romance mais famoso, "Gigi" (adaptado para a Broadway por Anita Loos, com o papel principal para a então desconhecida Audrey Hepburn), lida com a socialização de uma jovem. Em 1920, foi ao palco interpretar a personagem principal em "Chéri", adaptação de seu romance mais bem-sucedido. História ousada de amor, sexo e classes sociais, sua mistura de melancolia e desejo é representativa da obra de Colette. Jovem e mimada, Chéri é alvo dos olhares de uma cortesã envelhecida, Léa - papel que mais tarde Colette assumiria, pois aos 70 anos, ainda continuava a ter amantes, homens e mulheres.

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