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    O Conde de Monte Cristo (Clássicos Zahar) -

    Alexandre Dumas

    Zahar
    2020
    1376 páginas
    1d 21h 52m
    ISBN-13: 9788537818695
    Português Brasileiro
    4.7
    11 avaliações
    Leram17Lendo5Querem36Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos2Desejados36Avaliaram11

    Nova edição da obra consagrada de Alexandre Dumas em dois volumes reunidos em luxuoso box O conde de Monte Cristo é um clássico da literatura mundial que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões de leitores há mais de 170 anos. E essa obra-prima está de volta na edição brasileira que merece, que traz o texto integral na tradução viva que venceu o prêmio Jabuti, 170 gravuras de época e mais de 500 notas explicativas, além de uma magnífica apresentação e cronologia de vida e obra do autor. A edição impressa é composta de dois volumes com acabamento em capa dura num lindo box.Manipulando com maestria os cordões da trama, Alexandre Dumas prende o leitor numa teia de peripécias de tirar o fôlego – traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças – e apresenta uma galeria de personagens que retrata o espectro social de um mundo em transformação. Um livro maravilhoso numa edição imperdível. Edição Comentada e Ilustrada

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    Livrendo.Tudo27/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fenomenal!!!

    Nossa história é escrita e narrada por Alexandre Dumas, o mesmo autor de Os três mosqueteiros. Por meio dele conhecemos Edmond Dantés, nosso mocinho tão adorado. Edmond é jovem, primeiro imediato do navio Faraó. No mar, é muito admirado por seus companheiros de labuta, porém, invejado por Danglars, o contador no navio. Em terra, só a felicidade o aguarda: tem um pai que espera ansioso a sua volta, e uma bela catalã para amar.  O Faraó está retornando para Marselha, e Edmond não vê a hora de estar em terra novamente para se encontrar com seus estimados, porém, no meio do caminho, uma desgraça! O capitão do navio é atacado por uma grave doença que o leva à morte e acaba deixando o comando nas mão de Edmond, além de uma tarefa: entregar uma carta na ilha de Elba. Edmond desconhece o destinatário e o conteúdo da carta, contudo, tendo prometido ao capitão que a entregaria, assim ele o faz. Quase ninguém do navio faz muita questão de saber o que Dantés vai fazer em Elba, somente Danglars, que segue cada movimento do nosso querido mocinho. Chegando em terra, Edmond desfruta da alegria de encontrar seu pai e sua amada catalã Mercedes, que o aguarda ansiosa para se casarem. Devido a morte do capitão, o dono do navio, Sr. Morrel, decide que vai nomear Edmond ao novo capitão. Ao saber disso, Danglars fica com mais inveja e decide que deve fazer algo a respeito. Já para o nosso protagonista a felicidade não poderia ser maior! Aos 19 anos vai casar com a mulher amada e conseguir um trabalho que lhe trará uma boa renda anual, com a qual poderá sustentar seu querido pai e a esposa amada. Mercedes possui um melhor amigo, o jovem Fernand Mondego. Este jovem espanhol ama profundamente Mercedes, que o rejeita pelo amor a Edmond. Quando este descobre que Edmond e Mercedes vão se casar, fica transtornado de ódio e ciúmes. A felicidade do jovem chama atenção da vila inteira, e muitas pessoas ficam ressentidas com o futuro sucesso de Edmond, e nem todos bebem à sua saúde. Às vésperas de seu casamento, Edmond é detido e preso. Todavia, sua acusação não lhe é revelada. Ele então é levado para o castelo de If, e lá permanece prisioneiro durante 14 anos. Quando enfim vê a chance de escapar, é abençoado novamente com uma grande fortuna, mostrando que apesar de todo o seu sofrimento, Deus não se esqueceu dele. E agora, munido de dinheiro e ódio, ele irá atrás da verdade e de vingança. Você deve estar pensando que minha resenha está totalmente cheia de spoilers e grandes revelações, mas garanto que essas são as primeiras 100 a 200 páginas do livro. Muita coisa acontece nas entrelinhas e você precisa prestar atenção para juntar nessa grande rede de traições, assassinatos, intrigas e mentiras. Alexandre Dumas constrói os personagens de uma forma que quase todos acabam interligados no final por algum acontecimento importante, ou nem tanto. Edmond Dantés consegue ser um personagem adorável que se transforma em um monstro vingador, capaz de cavar o passado de qualquer um, e jogá-lo na cara da sociedade com classe e um sorriso no rosto. Bondoso com quem lhe apetece, implacável com quem merece. Essa é a definição desse personagem fantástico. Preciso confessar que a forma como o autor nos apresentou a vida dos demais personagens me deixou fascinada! É como se eu estivesse em um canto, espiando o que cada um deles estava fazendo (“o que você faz quando ninguém te vê fazendo?!”♪♫♪). E essas coisas, devo lhe dizer, nem sempre eram bonitas ou aceitáveis. Então prepare-se para um novelão de primeira. Muitos personagens com passados estranhos e obscuros, personagens inocentes sofrendo na mão de gente ruim, muito dinheiro na parada, muito sorriso falso por trás de um aperto de mão, muita mentira durante um jantar sociável, mendigagem de gente rica, muito pobre arrotando caviar também, e também muito rico exaltando mais ainda a sua fortuna. Muito bandido de olho nessa fortuna, muita gente torcendo pela derrota de outrem. Traições, porém, também pessoas honrando sua palavra. O passado sendo revelado, e outras coisas ficando para sempre em segredo. Mil e trezentas páginas que eu não queria largar de forma alguma. Segundo livro preferido da vida, perdendo apenas, e por pouco, para Os miseráveis do Victor Hugo, voltado mais para a crítica social e mais para a desgraceira na vida dos personagens. Ambos, altamente recomendados para os apreciadores do sofrimento alheio.

    13 curtidas

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    4.7 / 11
    • 5 estrelas64%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Dumas Davy de la Pailleterie

    Alexandre Dumas, pai - foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão. Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas. Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal. Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

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    Picardia, França

    Dumas Davy de la Pailleterie