With an Introduction by Nicola Bradbury, University of Reading. Une Vie (1883) and Bel-Ami (1885) seem almost diametrically opposed in tone and temper. The 'Life' of the first is poignantly restricted within a woman's lot, while Bel-Ami is robustly masculine. Jeanne dreams of love. Duroy constructs a career in journalism through a string of sexual conquests, reaching political and economic success by endless intimate betrayals. The first novel conveys endurance, the next, constant activity. One is provincial and domestic in setting, tragic in form, and slow in tempo; the other, Parisian, which is to say cosmopolitan, satirical, fast and furious. Both are alive with sights, sounds, smells; but they also chart aspects of a complex history and changing culture, where political and philosophical ideas, religion, class, and gender are all under question. Exploring his world, Guy de Maupassant stretches the scope of the novel form.
Bel Ami & Une Vie -
Guy de Maupassant
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Jamais tinha lido um romance de Guy de Maupassant, então quando me deparei com esta edição dupla, por menos de quinze reais, não pensei duas vezes. O primeiro romance neste livro 2 em 1 é Une Vie, que conta a história de Jeanne, uma aristocrata que vive num convento até seus dezessete anos, quando finalmente se vê de volta à casa dos pais, livre para sonhar todos os sonhos que uma garota do século dezenove sonhava: um bom casamento com o homem ideal, uma família composta por dois filhos, uma bela casa, além de passeios por belos bosques perto de sua casa à beira do oceano. E ela consegue realizar esse sonho, quando conhece o jovem galante Julien. Aparentemente. Da noite para o dia, nossa heroína percebe que seus sonhos se tornaram um pesadelo, e que sua vida não difere de muitas outras mulheres ao redor do mundo: submissão a um marido que muda da água para o vinho depois do casamento; o choque ao descobrir o que significa "tornar-se propriedade do marido" e satisfazer seus desejos sem reclamar; o medo do sexo, algo até então desconhecido e apenas romantizado; além do "direito a traições por parte do marido", corroborada, inclusive, pela igreja. A vida de Jeanne vira de cabeça para baixo depois de seu casamento, seus sonhos são destroçados e sua vida lentamente vai perdendo o sentido. Maupassant tem uma narrativa elegante, cativante, e seu narrador - bem como um de seus personagens - são adeptos a um contato com o divino que não tem amarras com os dogmas e preconceitos da igreja. Uma leitura imprescindível. Já Bel ami, transformado em filme com protagonismo de Robert Pattinson recentemente, conta a história de um rapaz cujo bem mais valioso na sociedade parisiense do século dezenove é a sua beleza extraordinária. No início do romance, George Duroy é um rapaz pobre que precisa literalmente lutar pela próxima refeição do dia. Gradativamente, ele vai aprendendo a colher os frutos de sua beleza a fim de subir na vida, o que faz com altas doses de mau-caratismo e machismo descarado. Bel ami é um estudo magnífico de como o machismo funciona para elevar o status do homem e diminuir a mulher, por vezes destruindo seu caráter. Infelizmente, apesar de datado em dois séculos, o cenário Bel aminiano ainda é muito vivo no nosso século, razão pela qual merece ser lido com atenção.
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