The Sympathizer -

    Viet Thanh Nguyen

    Corsair
    2016
    499 páginas
    16h 38m
    ISBN-13: 9781472151360

    It is April 1975, and Saigon is in chaos. At his villa, a general of the South Vietnamese army is drinking whiskey and, with the help of his trusted captain, drawing up a list of those who will be given passage aboard the last flights out of the country. The general and his compatriots start a new life in Los Angeles, unaware that one among their number, the captain, is secretly observing and reporting on the group to a higher-up in the Viet Cong. The Sympathizer is the story of this captain: a man brought up by an absent French father and a poor Vietnamese mother, a man who went to university in America, but returned to Vietnam to fight for the Communist cause. A gripping spy novel, an astute exploration of extreme politics, and a moving love story, The Sympathizer explores a life between two worlds and examines the legacy of the Vietnam War in literature, film, and the wars we fight today.

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    Gabriela Dall Oglio Anderle30/12/2024Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Tinha o potencial

    É o clássico livro que ganha Pulitzer por ser escrito de maneira difícil, ter leitura lenta, trabalhosa e, diga-se de passagem, chata. Os pseudo-intelectuais piram. A ideia do livro era sensacional. Me interessei pela história da Guerra do Vietnã e todas as consequências do "pós-guerra". Me interessei pela crítica direta à idiotice americana. Mas o livro simplesmente foi mal executado. Primeiro, ele é maçante. Não chega a ser fluxo de consciência, mas parece. O narrador fica indo e voltando nas suas histórias, que às vezes são extremamente relevantes, e às vezes são passáveis (e na sua maioria, sem graça). Segundo, os capítulos são desnecessariamente longos, o livro se arrasta até suas 500 páginas. E o mais importante: o escritor só coloca personagens femininas para serem objetos sexuais (ele até escreve uma frase sobre os seios da própria mãe). As únicas mulheres com falas são interesse amoroso do narrador (um grande eufemismo para "mulheres que ele quer comer"). A última personagem feminina a aparecer (SPOILER DAQUI PRA FRENTE) é uma agente infiltrada, tal qual ele mesmo, e que aparece aos 45 do segundo tempo só pra protagonizar uma cena longa, gráfica e detalhada de estupro coletivo com direito a tortura e garrafa de Coca-Cola inserida em locais não recomendados. Eu quase joguei o livro no lixo nessa cena. Existe uma diferença gritante entre escrever uma cena de estupro como denúncia, e colocar uma personagem na história aleatoriamente apenas para ela ser estuprada, detalhar o acontecimento, alongar o capítulo, e depois nunca mais falar sobre ela, ou sobre o ocorrido. O que se passa depois é o narrador falando de si mesmo (como em todo livro). Náusea. Sinceramente, decepcionada, mas não surpresa.

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