Inteligência Artificial - Como os robôs estão mudando o mundo, a forma como amamos , nos relacionamos, trabalhamos e vivemos

    Kai- Fu Lee

    Globo livros
    2019
    292 páginas
    9h 44m
    ISBN-10: B07ZWFHBVV
    Português Brasileiro

    Um dos criadores da Inteligência Artificial como a conhecemos hoje mostra como a revolução das máquinas nos tornará ainda mais humanos Kai-Fu Lee já foi presidente da Google China e é considerado um dos maiores especialistas em inovação tecnológica no mundo. Em Inteligência artificial, ele explica tanto para leitores leigos quanto para aqueles que já dominam o assunto, como o desenvolvimento sem precedentes da IA já está alterando as nossas vidas e expõe quais são as mudanças que podemos esperar nos próximos anos. Apesar de muitos especialistas afirmarem que a IA irá acabar com muitas das profissões que existem, o autor argumenta que, assim como outras grandes revoluções ocorridas na história da humanidade, a IA apenas mudará a forma como trabalhamos. As máquinas, aplicativos e softwares tornarão as jornadas de trabalho menores e aumentarão a geração de renda, fazendo com que as pessoas tenham cada vez mais tempo para se dedicarem ao lazer e a atividades ligadas às artes e ao entretenimento. De forma emocionante, Kai-Fu Lee conta como o diagnóstico de um câncer em estágio avançado fez com que ele repensasse sua relação com o trabalho, seu legado e os próprios rumos da inteligência artificial, se perguntando sobre como a tecnologia poderia ser utilizada para resolver alguns dos maiores problemas que assolam a sociedade neste início de milênio, como a miséria, a desigualdade e a dificuldade de acesso à educação.

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    Iury Nolasco19/02/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vamos deixar máquinas serem máquinas e humanos serem humanos

    Brabo, Kai-fu Lee. O livro cita diversas áreas no campo da Inteligência artificial, questões emocionais e psicológicas que enfrentaremos com essas mudanças, éticas na decisão de um carro autônomo entre limitadas decisões se optaria por atropelar poucas pessoas para salvar outra maior quantidade ou sacrificar seu próprio motorista, com linguagem simples expondo como a IA nos afeta desde seu desenvolvimento e previsões de como será nossas próximas décadas, com visões tanto otimistas — no quesito acabar com nossas tarefas repetitivas e focar no que realmente importa — e pessimistas — de muito provavelmente esse crescimento exponencial acabará inevitavelmente com muitos empregos. Como diz Kai-fu algo que pode aliviar uns e aterrorizar outros “A ameaça aos empregos está chegando muito mais depressa do que a maioria dos especialistas previa, e ela não discriminará pelo nível de especialização dos cargos, ao contrário, atingirá tanto os altamente treinados quanto aqueles com baixa escolaridade.” À medida que o aprendizado profundo for tomando conta da economia global, bilhões de empregos na pirâmide econômica desaparecerão: contadores, trabalhadores de linha de montagem, operadores de armazéns, analistas de estoque, inspetores de controle de qualidade, caminhoneiros, assistentes jurídicos e até radiologistas e muitos outros, como disse Kai-fu. Kurzweil prevê que até 2029 teremos computadores com inteligência comparável à dos humanos, e que alcançaremos a singularidade até 2045 (outro livro de Kai-fu que separei para ler “2045 - como a IA vai mudar sua vida nas próximas décadas”). O fundador da DeepMind, Demis Hassabis, prevê que a criação da superinteligência permitirá que a civilização humana resolva problemas que para nós, meros mortais não conseguimos resolver, soluções para o aquecimento global e doenças antes incuráveis, computadores superinteligentes que entendem o universo em níveis que nós não podemos sequer conceber… se aproximando da onisciência e onipotência de um deus. Elon musk, como disse Kai-fu, chamou a superinteligencia de “o maior risco que enfrentamos como civilização”, comparando sua criação à “convocação de um demônio”. “O medo é de que, se os seres humanos representarem um obstáculo para alcançar um desses objetivos — reverter o aquecimento global, por exemplo —, um agente superinteligente possa facilmente, até de forma acidental, nos apagar da face da Terra.” Kai-fu encerra seu livro com “Se a IA nos permitir em algum momento realmente nos compreender, não será porque esses algoritmos capturaram a essência mecânica da mente humana. Será porque nos libertaram para esquecer as otimizações e, em vez disso, focar no que de fato nos torna humanos: amar e ser amado. … Vamos escolher deixar que as máquinas sejam máquinas e deixar que os humanos sejam humanos. Vamos escolher simplesmente usar nossas máquinas e, mais importante, amar uns aos outros.” KAI-FU LEE é CEO da Sinovation Ventures, uma das líderes globais do mercado de investimentos na área de tecnologia e cujo principal objetivo é desenvolver a próxima geração de empresas chinesas no campo da inovação. Antes de fundar a Sinovation, ele foi presidente da Google China e um dos principais executivos de empresas como Microsoft e Apple.

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