A Carta de Pero Vaz de Caminha - Ilustrada e comentada

    Pero Vaz de Caminha

    Lebooks
    2016
    55 páginas
    1h 50m
    ISBN-10: B01BPY49L0
    Português Brasileiro

    Neste ebook você fará uma viagem de mais de quinhentos anos ao passado e retornará exatamente ao grande momento histórico em que Pedro Álvares Cabral aportava ao Brasil com sua frota no dia 22 de Abril de 1500. Na viagem será conduzido por ninguém menos que Pero Vaz de Caminha, aquele que foi escolhido pelo rei de Portugal, Dom Manuel, para ser os seus olhos e que nos relatará com todos os detalhes e nuances o que ocorreu nos 10 dias em que os descobridores permaneceram no Brasil. A carta de Pero Vaz de Caminha é simplesmente o primeiro documento escrito sobre o Brasil, mas muito mais que um importantíssimo documento histórico sobre nossas origens, ela retrata com todo o talento de seu autor a grandiosidade e beleza da nova terra e seus habitantes, tornando-se também uma obra literária de qualidade e leitura agradabilíssima. Ao texto de Pero Vaz de Caminha foram acrescentadas imagens de telas de pintores famosos que retrataram alguns dos momentos importantes descritos por Caminha, bem como a contextualização da carta no momento histórico do descobrimento. Ao ler a carta de Pero Vaz de Caminha, você vai se sentir presente no momento que nascia uma nova nação chamada Brasil.

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    Kellen Suamy07/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vestiram o índio. Que pena!

    Vendo a insistência do português em vestir o índio, lembrei-me do poema de Oswald de Andrade: "Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português." É lógico que o poema de Oswald de Andrade não se limita ao verbo "vestir" na sua forma literal, mas também no que tange à cultura. Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha que mostram o índio sendo vestido nos dois aspectos (literal e cultural): "Então estiraram-se de costas na alcatifa, a dormir, sem buscarem maneira de cobrirem suas vergonhas, as quais não eram fanadas; e as cabeleiras delas estavam bem rapadas e feitas. O Capitão lhes mandou pôr por baixo das cabeças seus coxins; e o da cabeleira esforçava-se por não a quebrar. E lançaram-lhes um manto por cima; e eles consentiram, quedaram-se e dormiram." Na primeira missa com os índios (dia 01 de maio de 1500): "Entre todos estes que hoje vieram, não veio mais que uma mulher moça, a qual esteve sempre à missa e a quem deram um pano com que se cobrisse. Puseram-lho a redor de si. Porém, ao assentar, não fazia grande memória de o estender bem, para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal, que a de Adão não seria maior, quanto a vergonha." "E quando veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado; e então tornaram-se a assentar como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim todos, como nós estávamos com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção." "Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos, porque eles, segundo parece, não têm, nem entendem em nenhuma crença." de Caminha, Pero Vaz. Carta de Pero Vaz de Caminha - Ilustrada e comentada (Aventura Histórica) . Lebooks Editora. Edição do Kindle.

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