El ministerio de la felicidad suprema -

    Arundhati Roy

    Anagrama Editorial
    2017
    522 páginas
    17h 24m
    ISBN-13: 9788433979933
    Espanhol

    ¿Cómo contar una historia hecha añicos? Convirtiéndote poco a poco en toda la gente. No. Convirtiéndote poco a poco en todo. El ministerio de la felicidad suprema es la deslumbrante nueva novela de la mundialmente famosa autora de El dios de las pequeñas cosas. Nos embarca en un viaje íntimo de muchos años por el subcontinente indio, de los barrios masificados de la Vieja Delhi y las carreteras de la ciudad nueva a los montes y valles de Cachemira y más allá, donde la guerra es la paz y la paz es la guerra. Es una dolorosa historia de amor y una contundente protesta, una historia contada entre susurros, a gritos, con lágrimas carentes de sentimentalismo y a veces con una risa amarga. Cada uno de sus personajes está imborrable, tiernamente retratado. Sus protagonistas son gente rota por el mundo en el que vive y luego rescatada, recompuesta por actos de amor, y por la esperanza. La historia empieza con Anyum que antes se llamaba Aftab desenrollando una raída alfombra persa en un cementerio al que llama hogar. Nos encontramos con la extraña e inolvidable Tilo y los hombres que la amaron, incluido Musa, novio y exnovio, amante y examante: sus destinos están tan entrelazados lo estaban y estarán para siempre sus brazos. Conocemos al casero de Tilo, un antiguo pretendiente, en la actualidad oficial de inteligencia destinado en Kabul. Y conocemos a las dos Miss Yebin: la primera es una niña que nace en Srinagar y es enterrada en el atestado Cementerio de los Mártires; a la segunda la encuentran a medianoche, abandonada en la acera en el corazón de Nueva Delhi. A medida que esta novela cautivadora y profundamente humana trenza estas vidas complejas, reinventa lo que una novela puede hacer y ser. El ministerio de la felicidad suprema demuestra en cada página las milagrosas dotes de Arundhati Roy como contadora de historias.

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    Lethycia Dias29/04/2020Resenhou um livro
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    Enredo inusitado e rico

    Poucas vezes na vida eu li um livro com enredo tão inusitado como o desse. É difícil até mesmo resumir. Nós acompanhamos três núcleos narrativos, com personagens muito diferentes entre si. Anyum, uma transexual que vive em uma casa improvisada no meio de um cemitério; uma mulher misteriosa chamada Tilo e os homens que a amavam; e o caseiro de Tilo. A narrativa se desenvolve ao longo de vários anos, desde o nascimento de Anyum, até os dias atuais. Por meio dela, somos conduzidos em um mergulho na Índia do século passado e dos dias atuais, em meio a conflitos étnico-religiosos, políticos e identitários, desde os subúrbios de Nova Delhi até a região conflituosa da Caxemira. Fiz uma leitura lenta e complicada, apesar de ter gostado desde o início do estilo de escrita da autora. Li uma edição em espanhol, dada de presente por um amigo, e acho que a mistura do idioma - com o qual tenho familiaridade, mas no qual não sou totalmente fluente - e o choque cultural foram o que tornou tão difícil. A história nos apresenta primeiro a Anyum, e depois salta para os pontos de vista de outros personagens. Isso acontece de forma tão repentina, na primeira vez, que estranhei bastante. Eu demorei para me conectar com os outros núcleos narrativos e passei boa parte da leitura me perguntando quando e de que forma os personagens iriam se encontrar. Eu gosto de procurar por livros diferentes do que estou acostumada, e esse tem uma riqueza muito grande, mas sinto que perdi muito do que poderia ter aproveitado. Acho que ler uma tradução para o Português teria sido melhor. Apesar disso, ainda quero ler outro livro mais conhecido da autora, "O deus das pequenas coisas".

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