Aventuras de Hans Staden (Picapau Amarelo #4) -

    Monteiro Lobato

    Montecristo
    2019
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: B07LB9J2BS
    Português Brasileiro

    Monteiro Lobato traduziu em 1925 o livro "Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil". Lobato diz no prefácio da edição de 1925: "É obra que devia entrar nas escolas, pois nenhuma dará melhor aos meninos a sensação de terra que foi o Brasil em seus primórdios". Uma fantástica história real, escrita pelo europeu Hans Staden, relatando o período em que havia sido prisioneiro dos índios tupinambás, no início do século XVI. Monteiro Lobato então lançou, em 1927, o livro As Aventuras de Hans Staden, uma versão para crianças. A adaptação da obra feita pelo autor fez com que as aventuras de Hans Staden ficassem muito mais gostosas de se ler porque são apresentadas com aquele jeitinho todo especial que só Dona Benta tem para contar histórias. Viagens ultramarinas, naufrágios, selvagens, lutas e canibalismo. Hans Staden narra os acontecimentos com simplicidade e nos faz imaginar o Brasil do século XVI, através do olhar dos primeiros que aqui estiveram. É um relato cheio de peripécias nessa terra ainda desconhecida, cenário de aventuras verídicas e extraordinárias. Hans Staden foi um arcabuzeiro alemão que fez duas viagens ao Brasil entre 1547 e 1555. Durante todo esse tempo, ele viveu na tribo, observou os costumes indígenas e usou de artimanhas para driblar aqueles que queriam devorá-lo. Em 1555 voltou para a Europa e escreveu o livro.

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    Kellen Suamy08/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma história real contada fidedignamente por Monteiro Lobato às crianças

    Monteiro de Lobato é genial! Conta uma história real de forma tão leve para as crianças e adolescentes, sem deixar de lado a sua crítica. Quando li o livro de Hans Staden fiquei pensando no quão selvagens eram os índios tupinambás com os seus prisioneiros, os quais eles matavam e comiam. Mas aí vem Lobato e nos lembra que na mesma época, ou até mesmo em épocas posteriores, os europeus eram tão selvagens quanto (ou piores), no tratamento daqueles que transgrediam às leis, através de mecanismos como os suplícios. Basta lembrar do suplício de Damiens em 1757 relatado por Michel Foucault em "Vigiar e Punir". Assustador! "Não há termo de comparação entre o modo pelo qual os índios tratavam os prisioneiros e o que era de uso na Europa. Lá a “civilização” recorria a todos os suplícios, inventava as mais horrendas torturas. Assavam os pés da vítima, arrancavam-lhe as unhas, esmagavam-lhe os ossos, davam-lhe a beber chumbo derretido, queimavam-na viva em fogueira. Não há monstruosidade que em nome da lei de Deus os carrascos civilizados, em nome e por ordem dos papas e reis, não tenham praticado." Monteiro Lobato. Aventuras de Hans Staden (Série Picapau Amarelo) . Montecristo Editora. Edição do Kindle.

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