Escrito pela viúva e por uma jornalista admiradora do Chacrinha, o livro é um relato em linguagem coloquial e bastante simpático ao apresentador/produtor,como aquelas conversas em família, aonde conta-se a vida de um falecido , maximizando as boas realizações e colocando os defeitos em foco menor.
È ,portanto, um mini-biografia agradável de se ler que fornece de forma até que sintática a evolução profissional , e algo da vida pessoal, de um apresentador que tornou-se um paradigma da televisão brasileira.
Tem-se uma certa surpresa ao saber que aquele apresentador que cultivava a anarquia era extremamente metódico na organização das apresentações,programando-as com 3 semanas de antecedência e que vivia extremamente preocupado com o Ibope bem como saber que aquela figura aparentemente bonachona tinha acessos frequentes de fúria com os funcionários por quaisquer erros e tinha uma personalidade que não aceitava ser contrariado. Tudo isso e muito mais humaniza o personagem , ao mesmo tempo que acompanhamos os altos e baixos da carreira, como a simbiose com a Globo,que beneficiou a ambos,como os problemas com a censura .
È uma leitura que acaba rápido; é pena, poderia ter tido muita coisa sobre os programas em si , sobre as personalidades, maior material , mais fotos, melhor detalhamento sobre as brigas com os concorrentes Flávio Cavalcanti e Sílvio santos pela audiência, enfim muito mais - sim, existem depoimentos do Boni, de uma ou outra ex-chacrete, do Walter Salles ,de Nelson Rodrigues mas é pouco para uma carreira de décadas.
Mas o essencial, apresentado de forma bem simpática, está lá. Vale a leitura.