Descobertas incríveis e surpreendentes: o quanto assumimos coisas que não são nossas
No ano passado, passei a refletir muito sobre heranças emocionais e "maldições" que passam de uma geração para a outra em minha família. Tudo isso enquanto fazia uma simples pesquisa genealógica e vislumbrava alguns desfechos trágicos na minha família ao ler certidões de óbito, relembrava histórias contadas pelos meus pais e relembrava situações da família que presenciei ao longo da minha infância. Esse livro foi um tiro certeiro para mim. Jamais imaginava que desde eventos muito traumáticos, como o suicídio de um bisavô tido como "um cara mau" na minha família, até traumas "menores" como ter experimentado alguns episódios de separação da minha mãe (constantes idas ao médico), a impaciência do meu pai ao nos ajudar com lições da escola, o alcoolismo do meu pai e do meu tio tiveram impacto em mim e até mesmo nas minhas irmãs. O mais interessante: esses traumas se manifestam em nós de formas muito surpreendentes e bem documentadas pelo autor. O livro não apenas mostra, de forma simples e não muito acadêmica, que existem estudos sobre o assunto. Não obstante, o autor compartilha técnicas e ferramentas para nós lidarmos sozinhos com esses traumas e iniciar o processo de cura. Não é um mero livro de autoajuda que promete mundos e fundos, que apresenta uma miscelânea de técnicas freestyle e "infalíveis", tampouco nos trás soluções rápidas e milagrosas para nossos traumas e problemas. Se todo livro se autoajuda seguisse o que esse livro propõem a fazer, esse nicho do mercado editorial provavelmente não teria metade do sucesso que possui.
