Ler um romance antigo é sempre uma experiência engraçada e talvez não tão proveitosa, porque a minha leitura é baseada nos conceitos do que eu entendo por romance do século XXI e que acabam moldando o que eu espero do gênero.
Com Robin, a Maltrapilha já somos apresentados de cara ao que encontraremos durante as 160 páginas da história, um melodrama clássico de uma pobre menina linda e doce e um rico playboy só que a sinopse deixa caminho para uma o grande plot twist que só acontece lá apartir da página 100 do dito romance.
Segundo dados escassos que achei na internet o original foi publicado em 1925 e a passagem em que os produtores tentam fazer a Robin ser tão famosa quanto uma estrela daquele período, Mary Pickford, conhecida por seus papéis inocentes e virginais. Bem antigo e datado, claro.
Mais embora nas 20 primeiras páginas meu interesse pela história tenha sido nulo, logo simpatizei com a Robin, bem decidida e arrojada ela enfrentou desde o início bastante provações em busca da felicidade e logo vi no protagonista masculino que tem dois nomes e isso causa uma enorme confusão até se acostumar, um grande babaca e isso que ele foi durante todo o livro e mesmo no final o amor que ele sentia por ela nunca me convenceu totalmente, faltava algo para realmente eu acreditar naquele sofrimento porque ele foi a principal causa de todas as lágrimas que a Robin derramou.
Ela por outro lado foi a melhor parte da história e fiquei muito triste de ver ela se tornar totalmente apática e submissa na terceira parte da história, a mesma graça e irreverência foi perdida e ela se transformou em uma protagonista chata e chorona, além de tudo bem acomodada a situação atual dela. Há diversos furos de enredo que simplesmente não dão para relevar como o sumiço do marido, a total falta de procura por parte da polícia/detetive, a vilã da história simplesmente desaparecer e a amizade que ela sentia pelo Andrew ser excluída totalmente e só ser lembrada na última página. Além do galã ter passado por poucas e boas, mesmo tendo um pai rico e influente (a desculpa foi meio ridícula, mas sem spoiler)
Ele tem bastante cenas de romances algo bem casto e sentimental demais para alguns, bem descritivo o que cansa bastante a leitura, além de uma tradução muito sofisticada para um simples romance, só vale a pena a leitura pela Robin ser uma mulher independente e bem segura da vida, além de ser a melhor personagem, ela sempre tem uma lição importante para ensinar para todos os homens da história. Ela consegue ser mais segura e independe do que Anastacias e Bellas Swans da vida.