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    O Quilombo Orum Aiê -

    André Diniz

    Galera Record
    2010
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-13: 9788501088567
    Português Brasileiro
    4.2
    46 avaliações
    Leram84Lendo3Querem60Relendo1Abandonos1Resenhas3
    Favoritos6Desejados60Avaliaram46

    Capivara é o apelido de um menino escravo que cresceu ouvindo falar de um quilombo idílico, onde não há guerra, fome nem doenças, e todos vivem em paz com a natureza. Após uma perigosa revolta de escravos em Salvador, ele resolve que esta é a hora de tentar achar o mítico Quilombo Orum Aiê e finalmente reencontrar seu pai.

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    ADRIANA MEDEIROS DE JESUS ANDRADE ROQUE picture
    ADRIANA MEDEIROS DE JESUS ANDRADE ROQUE31/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quilombo Orum Aiê nos conta a história da Revolta dos Malés, um movimento liderado pelos escravos malés que oram trazidos da África para Salvador e que lutavam contra a situação desumana a que eram submetidos. Estamos em Salvador, no ano de 1835. Nesse momento histórico, o que mais temos são escravos que trabalham na rua ou em estabelecimentos comerciais mas que entregam todo o ganho para o seu senhor. Se misturam também escravos de várias origens, etnias e religiões oriundos de vários partes da África. Vinícius, apelidado de Capivara porque se recusa a comer carne porque não acha justo matar um animal para comer, é um jovem escravo que cuida do padrinho e é aprendiz de um outro escravo que trabalha como barbeiro. Seu sonho é fugir e ir viver no Quilombo Orum Aiê, que tanto sua mãe falava e que ele acredita saber exatamente como chegar lá por causa de suas histórias. Com a revolta dos escravos, Capivara e Fagundo aproveitam para fugir. Mas também são acompanhados por Sinhana, jovem por quem Capivara nutre um forte sentimento; por Antero, um branco foragido da justiça, e por Abul, um escravo malé que não fala a língua deles. E aqui eu quero ressaltar a riqueza de personalidade com a qual cada personagem foi construído. Através de diálogos interessantíssimos e cheio de citações de filósofos, vamos acompanhando a jornada desse grupo incomum, conhecendo suas peculiaridades e torcendo para que eles encontrem o tão sonhado quilombo e a liberdade. Além de uma história incrível, não posso deixar de exaltar o traço do André Diniz que dá um toque todo especial à história por ser absolutamente influenciado pela arte africana. Uma maneira de aprender mais sobre esse período ao esmo tempo rico e cruel da nossa história, enquanto absorvemos um pouco de filosofia e analisamos as questões internas de cada personagem. Recomendadíssimo.

    3 curtidas

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    4.2 / 46
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    André Diniz profile picture

    André Diniz

    André Diniz é roteirista e ilustrador de histórias em quadrinhos. Nasceu em 05/09/1975 no Rio de Janeiro e reside desde 2016 em Lisboa, Portugal. Entre 2000 e 2005, publicou diversos trabalhos de sua autoria pela Nona Arte, sua própria editora. A partir de 2005, passou a publicar suas obras por outras editoras, como Record, LeYa, Conrad, Devir, Jupati e Companhia das Letras, somando mais de 30 títulos de sua autoria, sejam roteiros seus em parceria com outros desenhistas, sejam obras com desenhos e roteiro seus. Entre seus trabalhos mais conhecidos, estão Fawcett, 7 Vidas, O Quilombo Orum Aiê, Morro da Favela, Que Deus te Abandone, Matei Meu Pai e Foi Estranho, Olimpo Tropical e O Idiota. A partir de 2012, passou a ser publicado também na Europa, com sua HQ « Morro da Favela », a biografia de Maurício Hora, fotógrafo do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, publicada no Brasil, França, Inglaterra, Portugal e Polônia. Em Portugal, teve outros seis títulos já publicados. Para a França, fez ainda as ilustrações para edições de obras brasileiras traduzidas para o francês, como O Menino do Engenho e O Quinze, para a editora Anacoana. Em Portugal, sua obra gráfica foi tema de exposições em 2013, 2014 e 2016. Ainda em setembro de 2013, teve uma história de duas páginas publicada no semanário italiano Internationalle. Em 2014, a arte de Morro da Favela foi tema de exposição no festival Étonnants Voyageurs, na França. De 2000 até hoje recebeu 19 prêmios, entre eles três troféus HQ Mix de melhor roteirista. Seus livros O Quilombo Orum Aiê e O Negrinho do Pastoreio foram selecionados pelo PNBE – Programa Nacional Biblioteca na Escola e distribuídos para todas as bibliotecas de escolas públicas do Brasil. Entre 2012 e 2015, André Diniz também foi professor de roteiros para quadrinhos na Quanta Academia de Artes, em São Paulo.

    27 Livros
    10 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    André Diniz