Um romance histórico ambientado no século XVI da era cristã, que narra à vida de Giovanni de Médici, mais conhecido como papa Leão X. Revelando os pensamentos ocultos do Soberano Pontífice. O romance entremeia relatos confidenciais de um humanista agnóstico que se expõe como homem, no posto eventual de papa. É o homem atrás da cortina do inquestionável poder religioso. É um relato transparente de como se fala, se comenta e se vive o papado na Renascença. As pedras de Roma sobre as quais, segundo promessa evangélica, se fundaria um novo império, escurecidas sob o peso dos séculos, acompanharam o esplendor da arte e das letras. Os pensamentos cotidianos e as confidências de um papa agnóstico, retratam momentos e memórias, na forma de quadros e pinturas dependurados nas paredes do tempo. Como numa pintura, a ficção imita e recria a realidade, empresta-lhe vida nova. Quadros, memórias, imagens permanecem além da vida curta do homem passageiro. O romance se baseia em fragmentos da vida do primeiro Papa florentino, irrequieto, indeciso, mecenas da arte e da literatura. Mostrando que a linguagem assim como os fatos, revelam que o passado ainda se faz presente.
As pedras de Roma -
Eugênio Giovenardi
No caminho só existe novidade
Novidade para um editor que na época tinha apenas um livro editado (O Cavaleiro do Templo I), ou seja, que tinha uma editora desconhecida (maisQnada) e um autor desconhecido (Sérgio Luiz Gallina) - bom a situação ainda não mudou muito, ainda, salvo a província de Porto Alegre - um recente amigo, o saudoso Frei Rovílio Costa, em uma conversa sobre como é difícil o começo de uma nova editora, os temores, os caminhos, etc, me sugeriu o trabalho de um conhecido dele, que estava com um obra ainda não editada e que pela opinião dele, encaixaria no perfil que eu havia traçado para esta, e com isto, poderia realizar um trabalho mais completo para este autor. Eis que o Sulliane (grande editor) me passou por e-mail o original da obra de Eugênio Giovernardi. Como se diz por ai, matei no peito, e depois de 23 revisões, um contrato com um designer falcatrua, consegui com ajuda do brilhante publicitário Adel Nirvan Giacomini da A4Studio, criar o design do projeto gráfico (Capa, contra, abas, lombada), e com o designer Guilherme Moojen realizar a diagramação - ambas primorosas. O livro me surpreendeu desde o início, seja pela linguagem enxuta, como pela qualidade desta. Era como se eu estivesse escutando da própria voz de um papa (no caso o papa Leão X) todas suas confidências, relatos, vivências. Como se estivesse vendo a pintura da Capella Sistina ser realizada. Como se estivesse conversando com Maquiavel, com Lutero, Thomas Morus, dentre tantos escritores e pintores - artistas - que viveram aquele período, que sem dúvida, foi e é ainda hoje, um marco na história mundial. As qualidades impressionam, marcam o leitor, que certamente irá traçar paralelos com a atualidade, com a política, com a globalização, com tudo, pois como o livro é narrado em primeira pessoa (a do próprio Giovanni de Medici - papa Leão X), constatará que nada mudou, que a retórica usada no século XVI, é a mesma do século XXI, mudam os personagens, mas o cenário e as encenações são as mesmas. Uma bela leitura, repleta de conhecimento e por que não dizer, como acontece com as boas leituras - de autoconhecimento.
Estatísticas
Avaliações
5 / 1- 5 estrelas100%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%
