O propósito declarado do Concílio Internacional sobre a Inerrância Bíblica, fundada em 1977, é "a defesa e aplicação da doutrina da inerrância bíblica como elemento essencial para a autoridade das Escrituras e necessário para a saúde da igreja". Este volume é um resultado concreto de um dos objetivos do concílio: "Preparar e publicar uma declaração clara acerca da inerrância, apoiada por uma coalizão unida de estudiosos evangélicos de destaque, proclamando que a Bíblia é verdadeira, não somente em questões de fé e de prática, como também noutros assuntos, tais como declarações relacionadas com a história e a ciência." Os artigos caracterizam-se por um espírito pacífico. Há repetida insistência de que a crença na inerrância da Bíblia não é essência da fé cristã. Ao mesmo tempo, a mensagem se proclama com forte ênfase que a inerrância é ensinada nas Escrituras, era ensinada pelos pais da igreja primitiva, é totalmente consistente com o caráter das Escrituras, e é necessária para uma vida cristã bem fundamentada e vigorosa. Acabamento: Brochura Formato: 14 x 21 cm
O Alicerce da Autoridade Bíblica -
James Montgomery Boice
Ela deve ser nosso principal alicerce
O livro é introduzido com argumentos de Francis A. Schaeffer, e trata sobre as mudanças que estavam ocorrendo no período em que viviam, e como as decisões tomadas nessa época poderiam ser crucias para a teologia vivida pelas próximas gerações. A motivação era o forte crescimento do pensamento liberal, e também crítico, com respeito a todo o entendimento fundamental. O afastamento da crença na inerrância bíblica foi o grande estopim de tudo. A situação criou uma divisão posicional que girava em torno da pureza da igreja. As decisões acarretaram em mudanças futuras e influenciaram beneficamente e maleficamente as próximas gerações. A perspectiva atual conduz ao pensamento de que Deus está dando uma segunda oportunidade ao seu povo. A proposta é se redimir quanto ao passado, e construir uma nova perspectiva de tratamento quanto as Escrituras, tendo em vista a grande responsabilidade de se defender esse Livro sagrado. O primeiro capítulo, por Jonh H. Gerstner, alude exatamente sobre a importante questão da inspiração bíblica. Ele inicia seu argumento frisando o motivo do título dessa obra, e ressaltando qual é então o alicerce da autoridade bíblica, sendo esse, a Bíblia como a Palavra de Deus. Ele mostra a incoerente posição de muitos que tentam modificar a unidade da mensagem geral bíblica. E demonstra, em um apanhado histórico, como tem sido encarada a inspiração bíblica por estudiosos de varias gerações. Ele ressalta a figura de teólogos dos variados períodos, como Agostinho, Lutero, Calvino e muitos outros. Também destaca importantes temas dentro do assunto em questão, como, por exemplo, a inerrância bíblica e o seu aspecto interpretativo. Ele mostra como o tema da auto revelação de Deus foi encarada em cada um desses períodos, interpretada por pensamentos teológicos variados. No segundo capítulo, Packer monta sua linha argumentativa indo de encontro aos conceitos atuais com respeito a Escritura. Ele começa demonstrando como as conclusões que são tomadas partem de uma amarração teológica total, que pode conter erros que prejudicam toda a teia. Fala do papel que a teologia assumiu, e da perca da interação prática em detrimento do avanço e a busca intelectual. Ele trata do evangelicalismo e da perspectiva fixa da suficiência das Escrituras. Apresenta as semelhanças no pensamento cristão de modo geral, de onde deriva as mesmas, e quais divergência crucias estão presentes na diferenciação do que é verdadeiro. Logo, o autor vai mover seu argumento a tratar da inerrância bíblica. Esse assunto é crucial, e nele, vemos como se considera a suficiência das Escrituras, bem como, a importância das confissões e dos apanhados teológico interpretativos. Ressaltando a crucialidade da inerrância bíblica, tema fundamental do livro. Um dos fatores que vemos o autor fazer aqui, é questionar conceitos liberais, católicos romanos e neo-ortodoxos que possuem aspectos negativos notáveis. Como a insensibilidade ao ensino intelectual pela espiritualização, a não crença no aspecto da inerrância, e as modificações teológicas adotadas pela tradição. Archer, no capítulo três, tratando sobre inerrância Bíblica, mostra como a Escritura apresenta prova de si mesma a respeito de sua eficácia nesse aspecto. Ele alude questões fundamentais, como a segurança do texto bíblico com relação a crítica textual. Logo, o autor mostra que essa inerrância é algo conciso e comprovável, inclusive através do testemunho do povo bíblico veterotestamentário. O próprio Cristo ratificou a segurança na autoridade do testemunho bíblico. A organização bíblica não contém erro, uma parte faz alusão a outra sem se contrariar no processo. Se a inerrância bíblica não é fato, não existe autoridade alguma no conteúdo da Escritura. No quarto capítulo, Sproul correlaciona a conhecida tese e expressão luterana reformadora “sola scriptura”, com a inerrância Bíblica. Ele alude que o argumento deste princípio ensinado por Lutero, tem suas raízes exatamente na inerrância. Não apenas Lutero, mais todas as confissões apontam para este fundamento inegável. A discussão mostra como cada teólogo encarou a inerrância bíblica, quais eram o seu posicionamento tanto quanto os pilares da reforma protestante, quanto para a tradição e também com respeito aos pais da igreja. Ele mostra argumentos que conduzem ao questionamento da inerrância plena, e prova que existe um enfraquecimento da autoridade bíblica, que em parte se relaciona com essas propostas. James M. Boice nos mostra no capitulo cinco, qual deve ser o parecer do pregador atual, para com a autoridade bíblica. Como o discurso e a vida do pregador são coerentes com a infalível Palavra de Deus. Dentro disso, o autor nos mostra qual foi a estrada, ou ladeira, que nos trouxe até o trato atual para com o ensino bíblico, e a falta de ensinos expositivos resultantes de estudos exaustivos. A distorção do alvo do pregador, é o fato apresentado como a problemática. Deus perdeu a centralidade do culto, por sua vez, a Bíblia perdeu a autoridade. Ele mostra qual deveria ser o trato verdadeiro para com a pregação, através do exemplo de Jesus e dos pregadores neotestamentários. O nosso desafio é não nos abalarmos pela crítica indevida, preservarmos a crítica apurada necessária e confiarmos na autoridade das Escrituras. No sexto capítulo, Kantzer trata sobre o assunto fundamentalmente abordado pelos demais em outros aspectos. Ele argumenta com respeito a atual condição evangélica, principalmente no âmbito acadêmico, com relação ao assunto. Mostra quais as alternativas que devem ser tomadas para boa compreensão da doutrina das Escrituras, estritamente à sua inerrância. Entre elas está, a busca pelo conhecimento elevado da teologia bíblica com suas respectivas implicações e cautelas, a enfatização da autenticidade da doutrina, bem como, a aplicabilidade da inerrância na igreja. Por fim, diante da possível duvida quanto ao assunto, o autor recomenda a moderação e cautela quanto ao julgamento do tema, tanto para os que creem sem ressalvas, quanto para os que ainda não se posicionam plenamente sobre a inerrância. Pensar no fundamentalismo como algo benéfico, mas tomar cuidado com o pensamento blindado equivocadamente, são as ideias finais do livro. Lembrando também que a desconstrução do velho é perigosamente mais fácil.
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