Crislene, uma médica dedicada em sua profissão, se acidenta durante uma viagem à fazenda do Pai. Claudio, o peão da fazenda vizinha, ao vê-la corre ao seu socorro. Deste encontro nada tranquilo, nasce uma paixão avassaladora. Mas Leopoldo, pai da moça, não está nada satisfeito com o romance e, ignorando os sentimentos da filha, declara guerra ao relacionamento. Para onde correr quando o amor não nos deixa em paz? Quando os pulmões estão doloridos de tanto chorar e os olhos inchados de não conseguir dormir direito? Esse é o castigo quando se ama demais? Descubra nesse romance encantador.
Ribeirões da paixão - O achado da rosa
Henrick Wilker Fauchet
Edições (1)
Ver maisInfelizmente o conto não cumpre o seu papel
"(...) A leitura é bem rápida mesmo, o livro tem menos de cem páginas. Com um título que remete as novelas mexicanas (saudades, Thalia! â¥) e aos famosos e saudosos romances de banca de jornal, um subtítulo que instiga a curiosidade, dá um certo ar de mistério e indica possível continuação e uma sinopse que, para quem ama clichês, promete um grande romance proibido entre a filha de um fazendeiro rico e um peão pobre da fazenda vizinha. Porém, contudo e entretanto, infelizmente o conto não cumpre o seu papel. E se você acha que histórias românticas, independente do tamanho, são sempre iguais e tão fáceis de fazer que até você consegue você, provavelmente, nunca esteve tão errado. Vem comigo que te explico! (...) O principal motivo do porque eu não gostei do conto é o fato do autor prometer muita coisa e não nos dar absolutamente NADA. Falta coerência, desenvolvimento, emoção, envolvimento e veracidade. Leu a sinopse? Não? Volta um pouco, leia e depois volta aqui. (...) Quando a sinopse diz: uma médica dedicada em sua profissão, você esperaria o quê? Vê-la atuando em sua profissão dedicadamente, certo? Então, não tem isso. Aí logo no início do conto tem a parte em que Crislene, a protagonista, se acidenta durante uma viagem à fazenda do Pai. Você vai lembrar logo: ela é uma médica dedicada, e pelo acidente você vai pensar ah, beleza, ela vai se safar fácil só vai precisar de uma ajudinha do Claudio, o protagonista, pra subir no cavalo e voltar para a casa grande. Mas acontece que o peão parece ser mais médico que ela. O que é uma pena, pois lá se foi uma oportunidade de mostrar a médica dedicada que Cris é. Não vou contar como, nem porque, ou que acidente é esse e o que ela machucou pra não estragar, você vai ter que ler pra saber. ^_~ Deste encontro nada tranquilo, nasce uma paixão avassaladora., diz a sinopse. E ficou somente na sinopse porque o romance dos protagonistas foi insosso, sem graça, nada empolgante. Faltou emoção, paixão, sal e todos os outros temperos. Principalmente desenvolvimento. Amor à primeira vista até pode existir, transar com um cara que acabou de conhecer até pode acontecer no mundo real, mas, parece que o autor não assistiu Frozen porque agora até as princesas da Disney estão mais criteriosas ao escolherem seus parceiros pra vida. Mas Leopoldo, pai da moça, não está nada satisfeito com o romance e, ignorando os sentimentos da filha, declara guerra ao relacionamento. Compreensível, mas que guerra? Ser contra é uma coisa, mas declarar guerra é outra. Logo você espera por planos, estratégia e artimanhas para as tentativas de separação, pois quando se fala em guerras há sempre batalhas. Não há como ganhar ou perder uma guerra quando não há batalhas. Para onde correr quando o amor não nos deixa em paz? Quando os pulmões estão doloridos de tanto chorar e os olhos inchados de não conseguir dormir direito? Esse é o castigo quando se ama demais? Descubra nesse romance encantador. Teve muito mais emoção nesse trecho da sinopse do que em todo o conto. Porém, novamente, o autor promete e não cumpre. Não adianta contar que o personagem tá triste e chorou algumas vezes, tem que mostrar. Quando o amor não nos deixa em paz, significa que ele, o amor, é insistente ou que ele é um stalker chato e perigoso rs tem que mostrar essa insistência mesmo que possa parecer repetitivo. Como assim se ama demais? Não há nenhum tipo de excesso em relação ao amor neste conto, há muita falta (...) (...) O título "Ribeirões da Paixão" promete uma história sobre uma paixão que acontece ou aconteceu próxima a ribeirões ou em um lugar chamado Ribeirões, tipo Ribeirão Preto em SP. A história é mais próxima do primeiro. Há duas fazendas cortadas por um ribeirão que delimita as fronteiras de ambas, de um lado fica a fazenda do pai da Crislene e do outro lado fica a fazenda do patrão do Cláudio. É próximo a essa divisa que Cris se acidenta e por Cláudio estar perto, ele vê tudo e atravessa o ribeirão para ajudá-la. Mas é só isso, o ribeirão nunca mais aparece. E nenhum outro aparentemente existe. Logo o título faria mais sentido se a primeira palavra estivesse no singular e não no plural e se os protagonistas tivessem mais cenas, de preferência românticas e até de conflito, entorno deste ribeirão. (...) A primeira palavra do título estando no plural leva o leitor a acreditar que há mais histórias de paixão que aconteceram ou que estão acontecendo nestes ribeirões, sendo elas contadas neste livro ou em sequências. Bom, neste livro não acontece. E o subtítulo leva a acreditar que a segunda opção é a mais correta visto que neste livro o foco seria "O Achado da Rosa". Mas que "achado" é esse? Seria uma joia preciosa em formato de rosa que há muito havia se perdido? Seria Rosa uma pessoa e ela achou algo incrível e/ou importante? Haveria algum tipo de mistério ou enigma a ser desvendado? Nada disso e nenhuma outra possibilidade. "O Achado da Rosa" é apenas uma fazenda de plantação de rosas que um dia pertenceu a avó de Crislene e a fazenda não estava perdida para ser achada, ela apenas foi vendida há muito tempo e essa história nunca havia sido contada para Cris. E a forma como ela fica sabendo não é exatamente um descobrimento incrível, comovente ou mesmo tão importante que seria crucial para a história. Ou seja... se essa informação não existisse, não faria falta. Sobre a capa em si: é bonita e harmoniosa, mas tem uma cachoeira ali e não um ribeirão... pena que não tem uma cachoeira na história... Além da história não entregar nada do que a capa, o título, o subtítulo e a sinopse prometem, a escrita é bem direta e mecânica demais, deixando a narrativa passar uma sensação robótica, como se a mesma tivesse sido feita por um robô e não por uma pessoa. Levando em conta que amor e paixão são coisas diferentes, mas que pode haver paixão no amor, assim como pode haver amor na paixão, mas não é em toda paixão que há amor ou que irá se transformar em amor. Falta sentimento, emoção, veracidade, envolvimento... Sabe quando o crush, após milênios de trocas de sorrisos e olhares, resolve chegar e te dar um beijo e é.. nhé... sem graça, sem química, sem emoção, sem aquele fogo que ascende dentro dos olhos, sem borboletas no estômago ou aquele pesinho levantado? Ou quando o boy não tem pegada? Sabe quando a pessoa quer falar sobre algo que não conhece como se conhecesse? Então você sabe do que estou falando. É essa a impressão que dá. O que não é legal porque não dá pra formar uma opinião válida sobre o trabalho de alguém apenas por uma impressão. O autor pode simplesmente não ter conseguido desenvolver a história e expressar tudo o que queria. Acontece. Ou, ainda, o autor tinha um romance romântico, mas não tinha condição de arcar com as despesas de um livro com muitas páginas e transformou, às presas, seu romance em um conto. E com os grandes cortes da história o resumo acabou ficando sem graça. Também acontece. Vai que o autor é um bom romancista e um péssimo resumista? Vai saber? São muitas possibilidades para deixar por verdade apenas impressões. Então me atendo ao fatos, há problemas estruturais gravíssimos no conto, pois as descrições e o texto são inconstantes. Há momentos que há uma explicação e descrição desnecessária, por outro lado, há momentos que faltam explicações e descrições. Assim como há cenas desnecessárias e há cenas necessárias e primordiais que deveriam existir. Um bom exemplo disso é a rixa entre o pai de Crislene com o fazendeiro vizinho, totalmente desnecessário mostrar isso, sendo resolvido facilmente apenas se o leitor ficasse sabendo ao mesmo tempo que o pai de Crislene conta pra ela todos os problemas e brigas e os porquês. Um tempo de texto que teria sido melhor gasto no desenvolvimento da relação dos protagonistas, Crislene e Cláudio. Afinal é paixão que o livro vende, é paixão que o leitor procura, é paixão que o livro deveria dar. Ao ler uma história, independente do formato, gênero ou tamanho, os leitores esperam que a história seja crível, envolvente e sedutora a ponto de prendê-los de tal forma que seja impossível tirar os olhos do livro. Os personagens devem ser cativantes, carismáticos e irresistíveis. A jornada dos personagens, suas histórias e os problemas que eles têm que enfrentar mais a história de fundo gerar curiosidade, empolgação, prazer, satisfação, gratidão, alegria e até sofrimento no leitor a ponto de fazê-lo torcer tanto pelos personagens que ele irá entrar na história seja como expectador ou na pele de um deles. Além de todo o aprendizado e reflexões para a vida que a história irá dar ao leitor, terá que dar tudo isso também. Afinal, é por tudo isso que os leitores procuram. Eles não querem apenas algo para distrair, para "matar o tempo". Nem todo mundo pode ser um vampiro ou um ator para viver várias vidas, então a maioria acaba sendo leitor. E se o autor não dá aos leitores o que eles querem, em relação a tudo o que falei aqui, é claro, e não a matar ou não personagens... rs... dificilmente os leitores irão querer ler outras obras deste autor. Contudo, eu acredito no caminho da evolução. Seja lá qual foi o (s) motivo (s) que levou (varam) Henrick Wilker Fauchet a não acertar em Ribeirões da Paixão - O Achado da Rosa, acredito que, pela criatividade e empenho de criar uma história original com um tema de base em um clichê super batido, a melhor obra ainda está por vir. E eu quero poder ler esta obra e comparar com essa e ver o quando Henrick evoluiu sua escrita. Espero que minha resenha possa ajudá-lo nesse caminho. E convoco outros leitores ávidos por um romance que leiam este conto e também deem suas opiniões mostrando os pontos que gostaram e não gostaram e os porquês, isso ajudará muito o autor a melhorar a escrita dele. (...)" Lei a resenha completa no blog do Portal Geeker.
Estatísticas
Avaliações
2.2 / 3- 5 estrelas33%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas67%

