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    Singularidades de uma Rapariga Loura -

    Eça de Queiroz

    Global
    1990
    30 páginas
    1h 0m
    ISBN-13: 9788562808463
    Português Brasileiro
    3.5
    133 avaliações
    Leram130Lendo3Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas13
    Favoritos1Desejados8Avaliaram133

    "Singularidades de uma rapariga loura", de 1874, além de uma obra-prima, é o primeiro conto de cunho realista em português. É uma história de amor. O amor de um jovem honesto e trabalhador, Macário, por uma rapariga loira que "tinha o carácter louro como o cabelo - se é certo que o louro é uma cor fraca e desbotada: falava pouco, sorria sempre com os seus brancos dentinhos, dizia a tudo 'pois sim', era muito simples, quase indiferente, cheia de transigências". É por esta rapariga que é aparentemente dócil e sem vontade própria que Macário se apaixona, a ponto de sair de casa de seu tio Francisco, onde trabalhava como escriturário e ir até Cabo Verde em negócios, só para merecer a mão de Luísa. No entanto, Luísa é, de fato, uma rapariga loura e singular. Conto cujo discurso já não segue a ordem cronológica dos eventos, apresentando alterações relativamente a essa ordem ao recorrer, quer à analepse quer ao regresso, a um tempo no qual ou o protagonista pressupostamente narra a sua história ou uma testemunha a enuncia.

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    Du Batista picture
    Du Batista28/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um conto comovente

    Comove em sua simplicidade. E fala muito nas entre linhas, sobre coisas que não são discutidas no texto mas nós fazem pensar. A insensatez da juventude, ou das paixões desmedidas, o peso das consequências de nossas escolhas, a sabedoria nas resoluções mais velhas e o amor que e respeito que supera nossas crenças. Por fim, o fato de não haver nada nesse mundo que deva tirar de nós nossa ética. É... Esse conto me fez pensar.

    4 curtidas

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    3.5 / 133
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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz