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    O Pianista de Hotel -

    Rodrigo Guedes de Carvalho

    Dom Quixote
    2016
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9789722062701
    Português
    4.2
    5 avaliações
    Leram3Lendo2Querem2Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados2Avaliaram5

    Prémio SPA para o Melhor Livro de Ficção Narrativa 2018 O Pianista de Hotel transporta-nos numa melodia. É uma entrada para um mundo regido pela linguagem da música, pela sua força e beleza, presentes no ritmo de cada frase, de cada parágrafo rigorosamente medido. Livro em camadas, nele se cruzam diversos planos, diversas histórias perpassadas pelo poder redentor da música que entra e rasga, a solidão, a dor e o vazio das pessoas que habitam nestas páginas. Com um vasto subtexto, a densidade das personagens está carregada de mistérios que nos prendem a sucessivas interrogações. Há um pouco de nós em todas elas. Há muito de nós neste mergulho ao mais fundo da alma humana. É um romance que se lê e ouve, que mantém todos os sentidos alerta. Uma pauta musical, com andamentos diversos, que acabam por se cruzar numa vertigem imprevisível de autêntico thriller psicológico. E, depois, há o pianista…

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    André Belo picture
    André Belo22/04/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um melodrama melódico

    A minha estreia com Rodrigo Guedes de Carvalho não foi muito bem-aventurada. Desde logo no primeiro contacto com o seu estilo de escrita. Notei-a apressada e descuidada. Um despacho infeliz de querer narrar a história num ápice, atropelando as mais elementares regras de prosa, que me deixou frequentemente à toa, por me fazer perder o encadeamento lógico entre parágrafos, diálogos e pontuação. Depois, relativamente às personagens, elas revelam muito pouca densidade emotiva. Devido à ausência de descrição das suas características físicas e de pormenores dos seus gestos, atos e diálogos, técnicas habituais que servem para as humanizar, pelo contrário, fiquei com a impressão de serem quase autómatos, vítimas impotentes da inexorável sequência de eventos. Achei-as muito inverosímeis, o que me levou a desconfiar da sua coadunação à melancolia deliberada que transparece na leitura deste romance. São, no fundo, paradoxais, nomeadamente, a personagem feminina principal, que, segundo o narrador, é atraente, deslumbrante até, e deste modo atrai os olhares da multidão ao passar na rua. Ora, sendo assim, porque sofre ela de solidão? Daquela maneira, se trabalha em espaços públicos? Não faz sentido. Porém, nem tudo é mau. A intriga está muito bem organizada, apesar de transportar o leitor para um fim dececionante, que me pareceu quase que improvisado, por falta de tempo, talvez. O que gostei mais, no entanto, foi da envolvência da música na narrativa. O seu papel, essencial, confere uma certa lógica e harmonia aos vários desencontros que vamos testemunhando, e que compõem toda história que está por trás deste "Pianista de Hotel", e que o salva da total vulgaridade.

    1 curtida

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    4.2 / 5
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas0%
    Rodrigo Guedes de Carvalho profile picture

    Rodrigo Guedes de Carvalho

    Jornalista de televisão e escritor, Rodrigo Guedes de Carvalho nasceu a 14 de novembro de 1963, no Porto. Aos 18 anos, mudou-se para a capital com o objetivo de tirar o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa. Apaixonado por cinema, ainda na faculdade, em 1984, participou na novela portuguesa "Chuva na Areia", desempenhando o papel do misterioso Laranjinha. Findos os estudos, começou por trabalhar na Radiotelevisão Portuguesa, na redação de Lisboa, onde, depois de se estrear como repórter, apresentou o "Domingo Desportivo", programa dedicado ao desporto, e o "24 Horas", o último telejornal do dia do canal estatal. Em 1992, mudou-se para a SIC, canal privado que começou a transmitir em outubro desse mesmo ano. Nesse canal, Rodrigo Guedes de Carvalho destacou-se na apresentação de telejornais, numa primeira fase os de fim de semana à hora de jantar e, posteriormente, os da semana, também nesse mesmo horário. Os trabalhos que considerou mais interessantes nesta fase foram a apresentação de telejornais em exteriores, como aconteceu, por exemplo, em Braga e em Estocolmo, na Suécia. Em 2001, após a saída de José Alberto de Carvalho da SIC para a RTP, o jornalista assumiu a responsabilidade de apresentar os telejornais das 20 horas à semana. Passou a ter a responsabilidade de escrever e enviar e-mails diários aos assinantes com o resumo das notícias momentos antes de cada emissão ir para o ar. O jornalista foi ainda autor e apresentador a partir de 2001 de um programa semanal dedicado ao cinema chamado Cinemania na SIC-Notícias, canal temático dedicado à informação transmitido através da TV-Cabo. A sua propensão para a escrita levou-o a escrever, em 1993, o romance Daqui a Nada, e o seu gosto pelo cinema levou-o a que em 2000 escrevesse a meias com o irmão Tiago Guedes o argumento de um telefilme chamado Alta Fidelidade, que passou no final desse mesmo ano na SIC. O filme foi realizado por Tiago Guedes e Frederico Serra. Em 2001, esteve no lançamento da Associação de Argumentistas. A partir dessa altura, dedicou parte do seu tempo à escrita de outros argumentos como o de Coisa Ruim - produção a cargo de Paulo Branco e realização de Tiago Guedes e Frederico Serra. É também autor da peça de teatro Os Pés de Arame. Paralelamente à sua atividade de escritor e profissional da televisão, colabora com a revista TVMais.

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    Porto, Portugal

    Rodrigo Guedes de Carvalho