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    Bussunda - A vida do casseta

    Guilherme Fiuza

    Objetiva
    2010
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-10: 8539000547
    Português Brasileiro
    4
    216 avaliações
    Leram372Lendo12Querem129Relendo0Abandonos20Resenhas17
    Favoritos14Desejados129Avaliaram216

    Quando a carreira dos futuros integrantes do Casseta & Planeta começou a engrenar, Claudio Manoel perguntou para Bussunda que sonho de consumo ele ia realizar primeiro se ficasse rico. "Eu quero ter 40 mil pares de sandálias Havaianas", afirmou o humorista, sem hesitar. A resposta diz muito sobre a personalidade de Cláudio Besserman Vianna, nome real de Bussunda, e explica porque ele se tornou uma das figuras mais amadas do Brasil, conquistando pessoas de todas as idades e classes sociais. Eleito o pior aluno da universidade, o que considerava motivo de orgulho, durante um período o comediante chegou a quase não ter dinheiro para comer e andar de ônibus. Quando o sucesso veio, porém, ele continuou o mesmo sujeito simples e debochado de sempre. Além de traçar um perfil revelador de Bussunda, Guilherme Fiuza reconstitui aqui o nascimento do Casseta & Planeta, relatando a trajetória de seus outros integrantes. Egressos dos jornais humorísticos Casseta Popular e Planeta Diário, eles se aproximaram quando foram chamados para escrever um programa que virou a televisão brasileira de cabeça para baixo: a TV Pirata. O que emerge do livro é um retrato definitivo de um personagem único, que arrebatou o país com seu jeito anárquico e, ao mesmo tempo, extremamente doce.

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    Luis Eduardo Souza Costa21/05/2010Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Specials

    Contabilizando seus dois primeiros volumes, a trilogia do autor Scott Westerfeld poderia ser descrita como irregular. Enquanto Feios me pareceu apenas razoável, Perfeitos foi intensamente divertido e imersivo. Assim, em Specials (ainda não lançado no Brasil), ainda tinha minhas dúvidas: teria o autor encontrado a fórmula do sucesso? Ou o segundo livro apenas transmitira falsas esperanças? Em Specials, Tally foi – mais uma vez – transformada. Longe de sua versão perfeita e ainda mais distante de sua forma natural, a adolescente agora faz parte do Circunstâncias Especiais, contando com todas as intervenções biológicas e super-humanas respectivas a essa classe. Junto com seus novos companheiros e sua líder Shay, Tally irá caçar os rebeldes e confrontar tudo pelo qual antes lutava. Irei direto ao ponto: Specials é chato. Bem chato. Trata-se de uma versão errada e muito piorada do segundo volume. Tally foi transformada? Já vi isso antes. Tally agora vai contra os rebeldes? Já vi isso antes. Tally vai passar por uma jornada para redescobrir a si mesma? Já vi isso antes. Em Perfeitos, tudo funcionara magistralmente. Neste livro, contudo, o leitor não tem paciência para aturar a mesma receita, ainda por cima misturada com ingredientes e doses equivocadas. Se já não bastasse a sensação de déjà-vu, toda a humanidade adquirida no livro dois parece ter se evaporado. Os conflitos ideológicos – tão instigantes em Perfeitos – são cansativos e maçantes. Além disso, o autor devia ser preso por algo que considerei um crime gravíssimo e imperdoável: subutilizar de maneira vergonhosa o melhor personagem da série, Zane. A ação também é um problema de dar nos nervos. Enquanto algumas cenas do gênero são longas e fatigantes – como se o autor fizesse questão de mostrar todos os infindáveis novos superpoderes de Tally –, outras são – tristemente – insatisfatórias. A suposta guerra nos últimos capítulos é uma piada, assim como a conclusão da saga. Um completo disparate. Specials me desapontou profundamente. Juro que tentei apreciar este título, mas não consegui encontrar um só ponto positivo. Depois de uma tremenda evolução, o autor simplesmente ruiu de forma inacreditável. Vale lembrar o ditado: quanto maior a altura, maior a queda. No fim, restou-me apenas o pesar de ver uma série tão poderosa jogada fora dessa maneira. Specials é tudo, menos especial. -- Gostou da resenha? Quem sabe você também goste do meu livro. Descubra novos mundos em O Diário Rubro. http://odiariorubro.com

    808 curtidas

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    4 / 216
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Guilherme Fiuza profile picture

    Guilherme Fiuza

    É um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no Jornal do Brasil. Entre outras redações, trabalhou também em O Globo, do qual é hoje articulista. Escreve também sobre política para a revista Época. Na carreira literária, se destacou com o livro Meu nome não é Johnny, que trata da história real de João Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro que se torna traficante internacional de cocaína nos anos 1990. O livro recebeu uma adaptação para o cinema, protagonizada por Selton Mello (que interpreta João Estrella) e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional em 2008. Com Mauro Lima (diretor do filme) e Mariza Leão (produtora), Guilherme Fiuza levou em 2009 o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Guilherme Fiuza