Negras Raízes - A Saga de Uma Família Americana

    Alex Haley

    Record
    1976
    471 páginas
    15h 42m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O autor relata a sua genealogia, suas negras raízes. Inicia com a história do seu trisavô, em uma tribo na África, onde é capturado por traficantes de escravos. Antes desse acontecimento, o autor relata os costumes, a educação das crianças, a divisão de posição pela idade e as tradições nessas tribos. Conta o sofrimento sofrido pelos negros no navio negreiro, tendo que defecar no navio, muitos adoeceram pela fome, e falta de contado com o sol. Negras eram estrupadas pelos traficantes, a ponto dos seus orgãos ficarem na carne viva. Aguns eram jogados no mar para aliviar a fome dos tubarões. Chegando na América do Norte, é vendido, fugindo várias vezes, até ter metade do seu pé amputado. É comprado por um homem que o trata melhor, se tornando caseiro da casa grande. Casa com a doméstica, e a filha desse casal, é vendida, por ter tentado fugir com seu namorado. Apesar do dono ser um homem bom, ele não admitia fugas. Essa menina é estrupada pelo seu novo dono. O autor assim continua, contando detalhes dos costumes de cada etapa da escravidão negra na América e dos seus familiares. São 20 anos de pesquisa.

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    Josiel Mobuto08/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vou lhes dizer uma coisa.

    A muito tempo não chorava lendo um livro. Em vários momentos da narrativa eu me sentia fragilizado emocionalmente em especial por saber que os relatos eram verídicos e que muito provavelmente meus ancestrais tambem encararam algo parecido. Via com os olhos da mente os muitos milhares que tinham sdo sequestrados ou que tiveram suas vilas invadidas. Vi homens e mulheres agarrando-se a terra desesperadamente engolindo-a na tentativa desesperada demanter contato com a terra africana que fora seu lar. Imaginei-os açoitados, acorrentados em prateleiras nos porões dos navios. Eu chorei e sentia que chorava por todas as atrocidades incríveis cometidas ao longo da história pelo homem contra os seus semelhantes, o maior defeito da humanidade. E quando terminei de ler as 527 páginas tomei a decisão de que iria dar mais valor as minhas raízes. Nunca jamais me envergonharei por ser quem eu sou e jamas deixarei que me rebaixem ou me humilhem pela textura do meu cabelo, pela forma do meu nariz e nem por nenhuma característica pessoal. Essa mudança de mentalidade deve vir de dentro. As coisas não ficam melhores se a gente não fazer com que elas fiquem melhores.

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