Primeiras edições de Spawn.
Na questão da arte, gosto muito da arte do Todd MacFarlane, gostei muito dela nas HQs do homem aranha, em Spawn na parte visual, vi algumas similaridades com o cabeça de teia, mas ainda tem a suas diferenças, a arte utiliza muito bem o visual para mostrar quem é o Spawn, o Violador também consegue deixar o leitor surpreso com as suas formas.
O roteiro, apesar de uma história de origem, é bem escrito, todos os elementos da história do personagem são muito introduzidos.
A mentalidade dele sobre a situação em que se encontra é bem utilizada pelo roteiro, ele voltou a vida, começa a se arrepender aos poucos e acaba aproveitando para fazer justiça com as próprias mãos.
O quadrinho já estabelece a moralidade dele já logo na primeira edição, com ele salvando uma mulher de ser es#@&, depois dando uma bronca no patrão que assedia a secretária, mas também o estabelece como anti-herói.
Na edição cinco, é construído uma história em volta de um assassino de crianças que recebeu uma pena de 20 anos, foi solto após cumprir 6 e volta a cometer os mesmos crimes, isso deixa o leitor um pouco revoltado com a situação e depois quando as peças são encaixadas para ele ter um encontro com o Spawn, gera uma expectativa para ver ele tendo o que merece, o autor entrega o que o leitor quer e de uma forma visualmente impactante.
É um quadrinho muito bom, onde o autor teve liberdade para fazer o que quiser, a Marvel teria mandado ele cortar muita coisa se fosse publicado lá, é um herói que tem alguns elementos já utilizados em outros, mas tem a sua originalidade.