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    Nothing But the Truth: Selected Dispatches (English Edition)

    Anna Politkovskaia

    Vintage Digital
    2010
    483 páginas
    16h 6m
    ISBN-13: 9781409090267
    Português Brasileiro
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    From the author of the internationally acclaimed Putin's Russia and A Russian Diary. Until her murder in October 2006, Anna Politkovskaya wrote for the Russian newspaper Novaya gazeta, winning international fame for her reporting on the Chechen wars and, more generally, on Russian politics and state corruption. Nothing But the Truth is a definitive collection of Anna Politkovskaya's best writings: a lasting and inspiring book from one fo the greatest reporters of our age.

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    Anna Politkovskaia

    Anna Politkovskaia foi uma jornalista e humanitária russa. Tornou-se conhecida pela cobertura da Segunda Guerra da Chechênia (1999-2005), em que denunciou o governo de Vladmir Putin por corrupção e violações de direitos humanos, especialmente as más ações das autoridades russas no conflito. Filha de diplomatas de origem ucraniana que estavam em missão na ONU, ela nasceu na cidade de Nova Iorque, mas posteriormente foi para a Rússia, onde realizou seus estudos. Em 1980, formou-se em Jornalismo pela Universidade Estatal de Moscou e iniciou sua carreira no jornal diário de alcance nacional Izvestiya. Em 1999, tornou-se jornalista do "Novaya Gazeta", bissemanário independente russo, e logo depois começou a relatar a guerra na Chechênia, ficando mundialmente famosa. Politkovskaia cobriu a falta de sentimentalismo, os excessos de ambos os lados beligerantes e costumava ser a única porta-voz das vítimas das guerras chechenas. Ela revelou a história sobre o mistério em torno de uma vala comum descoberta perto de uma base militar russa; os corpos eram possivelmente vítimas civis, e posteriormente minas terrestres foram plantadas para impedir de recuperá-los. A partir dos anos 2000, Anna recebeu inúmeros prêmios internacionais pelo seu trabalho jornalístico e humanitário. Entretanto, devido ao seu jornalismo investigativo, foi atacada por pessoas que a viam como inimiga: em fevereiro de 2001, foi detida no sul da Chechênia pelo exército russo sob acusação de espionar em favor do líder beligerante checheno Shamil Basayev. Durante três dias, foi mantida em cárcere sem comida e sem água. Oito meses depois, refugiou-se em Viena, depois de receber várias ameaças de um policial russo que ela havia denunciado por abusos cometidos. Em outubro de 2002, mediou a crise do teatro Dubrovka. Em setembro de 2004, tentou mediar o caso da escola de Beslan, mas foi envenenada enquanto voava de Moscou para Rostov-on-Don, necessitando ser hospitalizada; nesse mesmo ano publicou - no exterior, mas não na Rússia - seu terceiro livro "Putin's Russia: Life in a Failing Democracy". Ela acreditava que era necessário envolver-se no conflito, fazer algo para solucioná-lo e que, por esse motivo, o jornalista sempre tem uma história para contar, como demonstra em sua célebre fala: "Você ainda acha que o mundo é grande? Que se há conflito em algum lugar, isso não terá impacto em outro, e que você pode ficar de fora, sentado em sua varanda admirando suas petúnias ridículas?" Em 7 de outubro de 2006, mesmo dia em que Putin completava 54 anos, Anna Politkovskaya, com 48 anos e mãe de dois filhos, foi assassinada no elevador de seu prédio, no centro de Moscou. Em junho de 2014, cinco homens foram condenados à prisão pelo assassinato, mas ainda não está claro quem ordenou ou pagou pelo assassinato contratado.

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