Modos de Ver -

    John Berger

    Antígona
    2018
    178 páginas
    5h 56m
    ISBN-13: 9789726083290
    Português

    Modos de Ver (1972) revolucionou a forma como olhamos para a arte. O ensaio mais influente e celebrado de John Berger, baseado na série homónima da BBC (um fenómeno de popularidade transversal a públicos), é uma reflexão, em texto e imagens, sobre o modo como as nossas ideias de beleza, verdade, género ou classe social moldam radicalmente a perspectiva que temos da realidade. E vai além disso, levantando o véu às mensagens subliminares que o poder, a propriedade, a dominação masculina ou a objectificação da mulher deixaram na nossa cultura, dos quadros a óleo à publicidade do século XX. Ao fazer notar que, quando observamos uma pintura ou fotografia, também nos observamos a observá-las, filtrando-as pelas nossas emoções e experiências, Modos de Ver faz de cada olhar uma crítica - um acto empático, político e poderoso. Em raciocínios clarividentes, Berger percorre a história da arte e democratiza a sua crítica - demolindo os muros entre alta e baixa cultura -, consciente do seu curioso poder de encontrar entre nós semelhanças onde parece só haver diferenças.

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    rafaellafurlan14/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Abre a sua mente

    O livro passa por temas muito legais e que nós temos pouco contato, seja na escola e na faculdade como no dia dia mesmo. o autor sai do superficial a análise da arte, foge das descrições sobre a técnica e vai mais para o lado semiótico e social. ele explora, entre outras coisas, como nós interpretamos as obras de arte com os nossos próprios paradigmas, como essas obras reproduzem uma visão masculina e sexualizada da mulher e uma visão de superioridade das classes burguesas que possuem arte. uma das partes que mais me marcaram foi o final, em que ele mostra como as imagens publicitárias usam o consumo como substituto da democracia, trocando as nossas escolhas políticas com o que vamos vestir, usar, comer, camuflando a nossa insatisfação constante com o sistema. isso nos afasta do que é real, e permite que o capitalismo continue funcionando, mudando nossas prioridades com a falsa noção de que comprar vai nos satisfazer por completo, o que nunca acontece.

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