A Lady's Guide to Etiquette and Murder (Countess of Harleigh Mystery #1) -

    Dianne Freeman

    Kensington
    2018
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9781496716873

    In this exciting historical mystery debut set in Victorian England, a wealthy young widow encounters the pleasures—and scandalous pitfalls—of a London social season . . . Frances Wynn, the American-born Countess of Harleigh, enjoys more freedom as a widow than she did as a wife. After an obligatory year spent mourning her philandering husband, Reggie, she puts aside her drab black gowns, leaving the countryside and her money-grubbing in-laws behind. With her young daughter in tow, Frances rents a home in Belgravia and prepares to welcome her sister, Lily, arriving from New York—for her first London season. No sooner has Frances begun her new life than the ghosts of her old one make an unwelcome appearance. The Metropolitan police receive an anonymous letter implicating Frances in her husband’s death. Frances assures Inspector Delaney of her innocence, but she’s also keen to keep him from learning the scandalous circumstances of Reggie’s demise. As fate would have it, her dashing new neighbor, George Hazelton, is one of only two other people aware of the full story. While busy with social engagements on Lily’s behalf, and worrying if Reggie really was murdered, Frances learns of mysterious burglaries plaguing London’s elite. The investigation brings death to her doorstep, and Frances rallies her wits, a circle of gossips, and the ever-chivalrous Mr. Hazelton to uncover the truth. A killer is in their midst, perhaps even among her sister’s suitors. And Frances must unmask the villain before Lily’s season—and their lives—come to a most unseemly end . . .

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    Ivy Montiel (Blog De repente, no último livro)16/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha do blog "De repente no último livro..."

    Fazia tempos que não lia um romance de época e, ainda que este seja mais um mistério de época, foi gostoso ser transportada novamente para o passado. A narrativa da Dianne Freeman é bem leve, fluída e fácil de acompanhar. Eu gostei como a autora conseguiu apresentar uma trama leve e divertida, sem apelar para excessos. O que mais gostei foi a ambientação, a autora retratou super bem o mundinho da sociedade londrina daquela época, os costumes, maneiras e neuras ficam bem explícitos, e eu achei interessante porque apesar de ser um livro "de época", também é um livro feminista à sua maneira, pois Freeman nos mostra as proezas de três personagens femininas super diferentes entre si, e ao mesmo tempo inteligentes, perspicazes e talentosas. A trama se centra durante as famosas temporadas de Londres, quando as jovens damas são apresentadas à sociedade, na esperança de conseguir um bom pretendente para casar e a gente nota no cuidado da autora ao descrever cada baile, cada interação, o quanto houve uma pesquisa histórica profunda para retratar tudo com veracidade. É curioso comparar as preocupações das moças daquela época, e tentar de alguma maneira se colocar no lugar delas e entendê-las. O mistério é bem simples, e vai se desenrolando devagar, a gente até pensa que não vai dar em nada conforme vai lendo porque a autora coloca um pouco as coisas em secundário para desenvolver a trajetória de cada personagem, mas aos poucos alguns fatos vão acontecendo e se entrelaçando, fazendo o leitor se perguntar se tudo é culpa da mesma pessoa ou se teremos uma conspiração de vários culpados e tentando descobrir junto a Francis e George quem é o misterioso ladrão de jóias. Eu gostei bastante do mistério, é simples mas bem feito e intrigante, e eu não consegui adivinhar o culpado de jeito nenhum, a autora consegue enganar bem e apresentar alguns suspeitos que a gente se questiona mas não encontra culpa. Eu gostei aliás bastante da conclusão disso pois foi inesperado e surpreendente, as razões por trás de tudo foi crível e coerente. O meu grande porém com esse livro é que, talvez por eu não estar habituada a ler romances de época, eu esperava uma trama mais ágil, e achei que faltou emoção à estória. Tudo é muito bom, mas não empolgante. Ficou para mim uma trama simpática e divertida para ler entre leituras densas, mas que poderia ter sido bem mais do que apenas isso. Francis, a protagonista, é doce e irresistível, eu adorei seus comentários e suas ponderações sempre certeiras, ela me surpreendeu bastante porque embora à princípio se porte como mais uma viúva das antigas se dobrando à mil vontades de outras pessoas, à partir do momento em que ela toma as rédeas de sua vida se torna mais questionadora e forte. Francis tem orgulho de ter se tornado uma mulher novamente solteira e ela defende sua liberdade sem medo e sem melindres também. Eu gostei porque Francis é sutil em seus objetivos de vida, mas embora sutil ela é decidida e firme no que se propõem a fazer e conquistar. George é o fiel escudeiro de Francis. À princípio a relação deles é meio esquisita porque afinal ele ajudou Francis a transportar o cadáver do marido de volta ao quarto, depois de ser encontrado na cama da amante, então ele tem esse segredo que poderia arruinar a reputação dos Harleigh, mas ele é discreto e leal, e com o tempo esse estranhamento entre a Francis e o George vai se tornando numa amizade e numa cumplicidade enquanto perseguem o culpado pelos crimes e tentam proteger Lilly de cair nas mãos de um aproveitador. Fica sempre no ar a sensação de que eles são mais do que amigos e estão flertando um pouco, e o George é todo um cavalheiro, a gente nunca sabe decifrar suas atitudes. No entanto, achei o personagem um pouco surreal. Vejamos, George é rico e solteirão. E apesar de ser solteiro, vive uma vida extremamente pacata. Aparentemente ele nunca se interessou por ninguém e ai, do nada, está disposto a largar tudo e se casar com a Francis para protegê-la. Achei pouco crível que alguém como o George, rico, de família aristocrática e pacato estivesse ainda solteiro na Inglaterra do século XVIII e depois, achei mais estranho ainda ele estar determinado em se casar com a Francis como se suas convicções todas tivessem virado farelo. E eles nem tinham um relacionamento. Oras, se ele estava convicto em permanecer solteiro até então, pareceu que ele mudou rápido demais de idéia, sem sequer conhecer a Francis profundamente e nem ter tido nada com ela. Enfim, isso me deixou um pouco incômoda na caracterização desse personagem. Além deste casal principal, temos vários outros de grande destaque, como os pretendentes da Lilly, que estão sempre aparecendo em vários momentos suspeitos. Temos a própria Lilly, a irmã mais nova da Francis que acabou sendo minha personagem favorita. A Lilly é crível. Ela representa bem uma mocinha da era vitoriana. Ela é doce, romântica e sonha em casar com um ótimo partido, mas também tem personalidade, é inteligente e quando precisa não tem muitas papas na língua, eu gostei da irreverência da personagem que às vezes roubava a cena. Além dela temos a tia Hetty, a tia solteira de Francis e Lilly que tem uma mente incrível, mas se vê privada de tomar decisões simplesmente por ser mulher. Embora a Hetty não pareça se incomodar com isso, porque aquela era a sociedade da época, ao mesmo tempo a autora expõem bem o quanto era difícil ser mulher, ter atitude e muitas vezes não poder agir ou nem aparecer demais, simplesmente por ser mulher. Os personagens secundários, todos, no geral são bons. Alguns que mereciam mais destaque como o inspetor Delaney e o cunhado de Francis, o Graham, acabaram aos poucos ficando em secundário e não despontaram como prometia, mas ainda assim tiveram bons momentos.

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