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    Os Mistérios do Aquém -

    Carlos Eduardo Novaes

    Nórdica
    1986
    170 páginas
    5h 40m
    ISBN-10: 8570070675
    Português Brasileiro
    4.3
    13 avaliações
    Leram31Lendo1Querem19Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados19Avaliaram13

    "Comprovando que no Aquém existem mistérios tão insondáveis quanto no Além. Carlos Eduardo Novaes faz aqui o retrospecto, para os colecionadores, do que foi o ano 1975. Como será bom recordar o que foi o Congresso das Bruxas no México. Ou a famosa taxa do lixo que assola os cariocas. Domingos sem supermercado. O Paraná coberto de neve. A hora do silêncio em Congonhas. Ah, a implosão em São Paulo! O Caso Moreno de Recife. O Miron da Loteca. O desaparecimento de Brejnev e outros acontecimentos inolvidáveis. "

    Resenhas (1)Ver mais
    Guilherme B. picture
    Guilherme B.09/01/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Atualidades de 1975

    Esta foi a sétima compilação de crônicas de Carlos Eduardo Novaes que tive a satisfação de ler. Apesar de se referir a fatos ocorridos no ano de 1975, é notável a atualidade de alguns temas e de várias críticas por ele formuladas. Destaquem-se os textos sobre a incapacidade dos jovens para escrever, a maquiagem de espaços urbanos para determinados eventos, a incompetência e prepotência de autoridades e servidores públicos e os problemas do aeroporto de Congonhas (inclusive os seus "efeitos" na vizinhança). Mesmo os textos que poderiam ser a primeira vista considerados datados são de grande qualidade, como a sátira sobre o golpe perpetrado em Portugal pelo general Antonio de Spínola, o texto sobre o sigilo dos governos de países comunistas e as distorções produzidas pela imprensa nas notícias produzidas sobre eles, a crônica carregada de ironias sobre o Programa Nuclear Brasileiro e a apresentação da fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara através de uma metáfora matrimonial, que expõe a situação das duas unidades da federação. Os recursos humorísticos utilizados por Novaes seguem um padrão, com destaque para os trocadilhos, fato que diminui - ao menos aparentemente - os efeitos dos mesmos, especialmente depois de ler várias das compilações de crônicas. Feita essa ressalva, é pertinente reforçar a qualidade dos textos, percebendo-os como um descontraído e também fidedigno relato de uma época.

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    Carlos Eduardo Novaes profile picture

    Carlos Eduardo Novaes

    Carlos Eduardo de Agostini Novaes nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1940. Romancista, dramaturgo, contista e, durante anos cronista no Jornal do Brasil, em 1958 mudou-se para Salvador (BA), onde permaneceu por dez anos. Estudou Direito na Universidade Federal da Bahia e, para seu sustento, exerceu variadas atividades profissionais, como agente rodoviário, dono de dedetizadora e sócio de uma fábrica de sorvete. De volta ao Rio de Janeiro, em 1969, inicia a atividade de cronista no jornal Última Hora. Em 1972, trabalha no Jornal do Brasil - JB, criando prognósticos bem-humorados para a Loteria Esportiva e passando depois a cronista. Assim nasce seu primeiro livro, "O Caos Nosso de Cada Dia", uma reunião de crônicas escritas para o JB, publicado em 1974. O trabalho nesse jornal se estende por 13 anos e dá origem à maior parte de seus livros. No teatro, além de atuar, escrever e dirigir várias peças, é presidente da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - Sbat e vice-presidente da Federação Internacional de Sociedades de Autores Dramáticos - Fedra. Seus livros abordam, entre outros, temas ligados à política brasileira, ao cotidiano urbano, à vida conjugal e ao universo adolescente, sempre de forma crítica e bem-humorada. É diretor da Casa do Riso, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, um teatro dedicado exclusivamente ao humor.

    29 Livros
    37 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Carlos Eduardo Novaes