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    Inyenzi ou les cafards (Folio #5709) -

    Scholastique Mukasonga

    Gallimard
    2014
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-13: 9782072528972
    5
    3 avaliações
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    «À Nyamata, nous avions depuis longtemps accepté que notre délivrance soit la mort. Nous avions vécu dans son attente, toujours aux aguets de son approche, inventant et réinventant malgré tout des moyens d’y échapper. Jusqu’à la prochaine fois où elle serait plus proche encore, où elle emporterait des voisins, des camarades de classe, des frères, un fils. Et les mères tremblaient d’angoisse en mettant au monde un garçon qui deviendrait un Inyenzi qu’il serait loisible d’humilier, de traquer, d’assassiner en toute impunité.» En retraçant son histoire, Scholastique Mukasonga dresse un tombeau de papier aux victimes tutsi de la haine raciale. Le témoignage essentiel d’une rescapée sur quarante ans de persécutions au Rwanda.

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    Daniel Cisneiros06/11/2020Resenhou um livro
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    Li o livro em abril e não deixei nenhum registro após o término da leitura. Apenas para não passar em branco: certamente, foi o melhor e mais intenso livro que li esse ano. Um "cemitério de papel" que poderia se desfazer nas mãos tamanhas as lágrimas. Aguardo ansiosamente a oportunidade de ler os outros dois livros da trilogia memorialística.

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    Scholastique Mukasonga

    Scholastique Mukasonga é uma aclamada escritora que nasceu em 1956 no sudoeste de Ruanda, junto ao rio Rukarara. Ela vivenciou a violência e a humilhação dos conflitos étnicos em seu país desde a infância. Em 1960, sua família foi deslocada para o distrito poluído e subdesenvolvido de Bugesera, em Ruanda, e mais tarde foi forçada a viver em um campo de refugiados. Apesar das perseguições e massacres repetidos, Mukasonga sobreviveu e conseguiu frequentar a escola, apesar das cotas limitadas que permitiam apenas 10% dos Tutsi nas escolas secundárias. Ela frequentou o Lycée Notre-Dame-de-Citeaux em Kigali e uma escola de serviço social em Butare, mas em 1973, foi obrigada a se exilar para o Burundi para escapar da ameaça de morte. Lá, ela completou seus estudos como assistente social e começou a trabalhar para a UNICEF. Mukasonga mudou-se para a França em 1992, onde trabalhou como assistente social para os estudantes da Universidade de Caen entre 1996 e 1997. Desde 1998, ela atua como representante legal para a Union départementale des associations familiales de Calvados (União Departamental de Associações Familiares de Calvados). Em 1994, 37 membros de sua família foram mortos durante o genocídio Tutsi em Ruanda. Mukasonga só retornou ao país em 2004, uma década depois do genocídio, e foi a partir dessa viagem que ela sentiu a necessidade de escrever seu primeiro livro, uma autobiografia, "Baratas (Inyenzi ou les Cafards)". Este livro foi nomeado para o Prêmio do Livro do Los Angeles Times em 2016 na categoria autobiográfica. Sua obra explora a história e as raízes do genocídio e a experiência de ser uma minoria Tutsi. A escritora tem diversas obras publicadas, entre elas "A mulher de pés descalços (La Femme aux pieds nus)" em 2008, "L'Iguifou" em 2010, "Nossa Senhora do Nilo (Notre-Dame du Nil)" em 2012 e "Um belo diploma (Un si beau diplôme!)" em 2018. "Nossa Senhora do Nilo" ganhou o Prêmio Renaudot em 2012, além de outros prêmios, e teve uma adaptação cinematográfica em andamento, dirigida por Atiq Rahimi. A escritora também publicou uma coleção de contos chamada "Ce que murmurent les collines" em 2014. No Brasil, Mukasonga participou da FLIP em 2017, onde suas obras "Nossa Senhora do Nilo" e "A mulher de pés descalços" foram classificadas entre os cinco livros mais vendidos do festival literário de Paraty, Rio de Janeiro. Publicações no Brasil: - "A mulher de pés descalços" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Nossa senhora do Nilo" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Baratas" (lançado em 2018, traduzido por Elisa Nazarian) - "Um belo diploma" (lançado em 2021, traduzido por Raquel Camargo)

    12 Livros
    71 Seguidores
    Gikongoro, Ruanda

    Scholastique Mukasonga