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    Fragmentos - 8 histórias e um conto inédito

    Caio Fernando Abreu

    L&PM
    2008
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-13: 9788525410436
    Português Brasileiro
    4.2
    870 avaliações
    Leram1782Lendo40Querem603Relendo5Abandonos12Resenhas37
    Favoritos136Desejados603Avaliaram870

    Nos contos de Caio Fernando Abreu, o leitor encontrará um retrato desesperado do Brasil contemporâneo, repleto de imagens sensoriais, descritas com uma linguagem lírica e poderosa. Neste livro são apresentadas oito histórias e um conto inédito. “Em suas ficções, o brasileiro Caio Fernando Abreu evoca um mundo lívido com rara e amarga pungência. Seus quatro livros publicados na França nos mostram um escritor de absoluto primeiro plano.” (L’Express) Contos: "Porta-retrato" "Os sapatinhos vermelhos" "Sargento Garcia" "Uma história de borboletas" "Além do ponto" "Paris não é uma festa" "Para uma avenca partindo" "Os sobreviventes" "Pela passagem de uma grande dor" "Aqueles dois" "O inimigo secreto"

    Edições (1)

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    Resenhas (37)Ver mais
    Aniram picture
    Aniram05/09/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Meu dolorido-colorido, eu quero te dizer quê.

    Caio expõe cada pedacinho da pele de suas personagens em “Fragmentos” e elas se apresentam para nós desavergonhadas, desnudas, sedentas, com nada além de instinto pra nos transmitir aquilo que era nada menos que o próprio Caio – também desavergonhado, desnudo, sedento, instintivo. Num deserto de almas, ele se distinguia pelas cores azuis, amarelas, verdes, porém nunca negras e pela falta de medos excessivos, por aquela coragem incrível em insistir mesmo sem fé. Seja ao fugir pro Sri Lanka ou pra muito próximo do Guaíba, em suas histórias e conto, Caio fragmenta-se sob o sol gema-de-ovo de janeiro e derrete-se ao som de Charles Azvanor, sem temor algum em prosseguir, sem pudor, sem não-me-toques, sem nada além do ato de entregar-se totalmente. “Fragmentos” nada mais é que você sentindo a dor de outros. E esse vazio profundo que te faz pensar quê.

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 870
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu