Convenient Myths - The axial age, dark green religion, and the world that never was

    Iain Provan

    Baylor University Press
    2013
    171 páginas
    5h 42m
    ISBN-13: 9781602589933

    The contemporary world has been shaped by two important and potent myths. Karl Jaspers' construct of the "axial age" envisions the common past (800-200 BC), the time when Western society was born and world religions spontaneously and independently appeared out of a seemingly shared value set. Conversely, the myth of the "dark green golden age," as narrated by David Suzuki and others, asserts that the axial age and the otherworldliness that accompanied the emergence of organized religion ripped society from a previously deep communion with nature. Both myths contend that to maintain balance we must return to the idealized past. In Convenient Myths, Iain Provan illuminates the influence of these two deeply entrenched and questionable myths, warns of their potential dangers, and forebodingly maps the implications of a world founded on such myths.

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    Allan Regis29/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito boa (e curta) leitura pra quem curte pré-história e história antiga!

    Li muito Joseph Campbell e Karen Armstrong em minha vida, figuras de referência astronômica nos estudos de religião e mitologia. Foi particularmente desconfortável ver que diversos conceitos que tinha como "seguros" não eram tão bem fundamentados assim. Iain Proves desconstrói a tese da era axial de Jarspers, na qual uma suposta transformação espiritual da humanidade teria tomado forma em diferentes mônadas civilizacionais, e da "religião verde", que é um desdobramento do mito do bom selvagem, onde a cura para o mal estar da civilização é apontada para fora dela, nas filosofias das sociedades paleolíticas. O autor localiza a raiz destes "mitos" no pacifismo, ecologismo e ambientalismo contemporâneos, agendas com as quais ele concorda, ou, pelo menos, diz concordar. Quando a fumaça causada pela demolição desses conceitos evanesce, Proves prova que ninguém é de ferro, e sua proposta alternativa da história e religiões antigas carece dos mesmos equívocos de generalização de que havia acusado seus opositores. Fica claro, então, que a motivação do autor passava pela defesa a tradição judaico-cristã das críticas dos partidários da religião verde e era axial, críticas centradas na relação de dominação que o homem, no monoteísmo, estabeleceria com a natureza. Como Proves optou pela polêmica, denunciado e desmontado as tais teses enquanto mito, no sentido popular de mentira, desde o início, ao final foi encurralado e obrigado a mimetizar suas denúncias: o bom selvagem é substituído pelo selvagem hobbesiano e o cristianismo passa praticamente a ocupar o lugar em que a era de ouro verde ou a era axial ocupavam: trocou-se a moldura, mas o quadro de história mitificante permaneceu. A gente não precisa concordar com tudo que um livro ou autor diz pra achar ele ou não bom! A ideia de ler só o que se gosta parece um resquício primitivo do que Frazer chamou no século retrasado de magia por contágio. Ter o contraditório é essencial! Um beijo! (se você chegou até aqui você merece)

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