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    Ironweed -

    William Kennedy

    Cosac Naify
    2010
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788575037065
    Português Brasileiro
    4.1
    66 avaliações
    Leram92Lendo2Querem167Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos10Desejados167Avaliaram66

    Ironweed (1983), de William Kennedy, integra a série em torno de Albany, capital do estado de Nova York, dando sequência à saga da família Phelan. De acordo com o escritor Marçal Aquino, no texto de quarta capa feito especialmente para a edição da Cosac Naify, o romance representa "uma amostra de sua prosa tão vigorosa quanto inventiva, na qual, acima de tudo, brilha um olhar caloroso e cheio de compaixão para a vida sórdida das pequenas criaturas que ficaram à margem do sonho americano". Se em O grande jogo de Billy Phelan conhecemos a desgraça de um habilidoso jogador de pôquer e bilhar que se recusa a servir de informante do sequestro do filho de um político poderoso, em Ironweed o pai de Billy, Francis Phelan, ex-jogador de beisebol, abandona a família depois de causar acidentalmente a morte do filho caçula. Francis afunda-se na bebida e passa a viver de bicos em meio à Grande Depressão dos anos 30 e, enquanto vaga pelas ruas, mantém conversas com mortos do passado. O título deu a Kennedy o prêmio Pulitzer e virou filme de Hector Babenco, com Jack Nicholson e Meryl Streep.

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    Renata Silva26/05/2015Resenhou um livro

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    4.1 / 66
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas2%
    William Joseph Kennedy profile picture

    William Joseph Kennedy

    Além de mais de dez romances, o norte-americano William Kennedy escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club, de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. Para o escritor norte-americano T.C. Boyle, “Kennedy tem o poder de observar detidamente o passado, enchê-lo de vida e torná-lo incontornável”. Para Jonathan Franzen, trata-se de “um escritor americano insubstituível”. <br><br> Formalmente, Kennedy sintetiza algumas tendências mais interessantes da ficção dos Estados Unidos no século XX. A associação mais imediata deve ser feita com os escritores da chamada Geração Perdida, composta de americanos radicados em Paris na década de 20, como Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis e, sobretudo, Ernest Hemingway. Assim como Kennedy, o autor de O sol também se levanta era um gênio na arte de criar heróis que tentam evitar a derrota até o fim, e igualmente magistral na criação de diálogos ágeis e certeiros que ajudam a exprimir o sentimento de desolação dessas figuras. <br> <br> É possível traçar relações também com a leva seguinte de autores, os filhos da Depressão, como John Steinbeck (com a diferença de que Kennedy nunca trata seus personagens com condescendência) e Thomas Wolfe, e com os lampejos católicos de Flannery O’Connor. Há ainda pontos em comum com os contistas que radiografaram a classe média a partir dos anos 50 – John Cheever, Richard Yates e Raymond Carver.

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    New York, EUA

    William Joseph Kennedy