A Bênção da Traição -

    Herb L. Roush

    Editora dos Clássicos
    2000
    56 páginas
    1h 52m
    ISBN-10: 858783229X
    Português Brasileiro

    "A experiência debilitante de ser traído pelos próprios amigos e amados necessariamente virá à vida de cada crente. Baseio essa observação em muita experiência na vida cristã e no ensinamento claro e simples da Palavra de Deus. É uma descoberta interessante aprender que a palavra “trair” e suas formas derivadas são empregadas somente em relação à traição de Jesus por Judas, com uma única exceção em Lucas 21:16. Nesta passagem, que é profética, a palavra é empregada para retratar o final da era da graça e é identificada como uma das marcas características ou sinais da vinda do Senhor Jesus Cristo." Depois de aproximadamente 15 anos, veio ao meu coração meditar na Bênção da Traição e, tendo sido enriquecido, torná-la pública aos que estão enfrentando os percalços dos “incompreensíveis sofrimentos” enquanto trilham o caminho do Cordeiro. Todos necessitamos de luz do céu para compreender a complexidade do fato de Deus nos entregar ao abandono dos sofrimentos, especialmente ao da traição, enquanto procuramos fazer Sua vontade. Nosso Mestre tinha plena consciência de Seu ministério. Ele sabia que o cálice da vontade do Pai foi a cruz. Antes de entrar triunfantemente na glória, Ele deveria passar pelos horrores da cruz e descer às partes mais baixas da terra (Ef 4.9, 10). A coroa de ferro do sofrimento gerou a coroa de ouro da glória. E o instrumento que o Pai Lhe confiou para conduzi-Lo à cruz foi a traição por parte de um amigo íntimo, escolhido a dedo, alguém que conhecia Seus segredos. Ele sabia quem o trairia, mas mesmo assim o amou até o fim e aceitou a maneira de o Pai conduzi-Lo; Ele não se poupou. Agora, Seu servo Pedro, que presenciou todo este misterioso cenário, revela-nos que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu em nosso lugar, deixando-nos exemplo para seguirmos os Seus passos (1 Pd 2.21). Paulo nos encoraja revelando que Deus nos concedeu a graça para padecermos por Cristo e não somente para crermos Nele (Fp 1.29). Assim, esta obra nos revela, a todos que desejamos entrar no gozo de Sua vida vitoriosa, agora e no porvir, que não há glória nos céus sem os golpes da operação da cruz na terra, visto que a cruz foi o palco do Seu triunfo. Aprenderemos que Seus sofrimentos também são proféticos e se cumprem, de alguma maneira, na vida daqueles que querem seguir Suas pegadas. Há uma graça especial que nos capacita a entrarmos nas recâmaras de Suas intimidades, enquanto passamos pelos sofrimentos. A Bênção da Traição é uma dádiva de Deus aos que foram chamados para serem como seu Mestre. Que o Espírito Daquele que reina em glória seja abundante em nossas vidas e nos encha de alegria para também manifestarmos Sua gloriosa vida enquanto passamos pelo vale dos sofrimentos. Tamanho: 12 x 17

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    Álefe11/04/2017Resenhou um livro
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    No livro o autor conta a experiência que passou ao ser traído por alguém que ele considerava o melhor amigo. Diz que ficou muito triste e questionou a Deus, mas Ele mostrou que isso seria benção no futuro assim como foi com Jesus que morreu na cruz para salvar a humanidade. Então explicou que mesmo sabendo que Judas ia trair, Jesus o amou até ao fim. Ele fala também que Deus nos mostra quem está perto de nós e é falso, mas muitas vezes somos nós quem não queremos perceber. Realmente isso é verdade, mas o autor esqueceu-se de falar o caso da traição dos verdadeiros amigos como Pedro e os demais discípulos. Eu mesma já fui traída por irmãos verdadeiros. Gostei que ele explicou que a traição nos faz ser mais dependentes de Deus e olhar pra Ele ao invés de para as circunstâncias, que quando agimos assim Deus transforma o mal em bem. Outra parte excelente é quando o autor deixa claro que devemos amar aos nossos inimigos e que nossa experiência vai servir de testemunho para encorajar outros que passam pelas mesmas situações. Excelente! Só fiquei curiosa pra saber mais detalhes do testemunho dele. É importante deixar claro que Deus não tenta ninguém e nem decreta o pecado das pessoas. O calvinismo rígido crê nisso, mas eu não sigo essa doutrina e até mesmo abomino tal tipo de pensamento. Só estou fazendo esse comentário por aqui porque essa resenha pode servir de base para inferir pensamentos desse tipo e isso não é verdade. Deus não provoca o mal, mas sabe como ninguém transformá-lo em bem para os Seus filhos. Não apenas a Bíblia, mas a História da Igreja cristã como um todo está repleta de casos de traição. Irmãos que fundaram ordens religiosas e foram expulsos, padres desprezados pela própria comunidade, pastores e missionários que serviram há anos em alguma denominação e ficaram no fim da vida com dificuldades até para o sustento básico. O irmão Delcio Meireles, em suas pregações, conta uma parábola para ilustrar essa situação: é como um homem que ajudou com todos os recursos a fundar uma empresa e depois foi expulso não podendo ser tratado nem como serviçal. Precisamos estar preparados para isso porque nosso reconhecimento muitas vezes não virá dos homens, mas de Deus e na grande maioria das vezes não será nem nessa terra e sim no Reino vindouro. “As nossas experiências pessoais não são tão pessoais ou particulares quanto geralmente imaginamos. O que sucede nas nossas vidas como membros do Corpo de Cristo tem o propósito de trazer conforto e apoio a outros. Acontece a nós porque é a herança mútua dos membros do Corpo de Cristo compartilhar dos sofrimentos da Cabeça.” “Creio que todo homem em que Jesus habita terá nesses últimos e terríveis dias o seu próprio Judas particular, pois no dia de engano e falsificação será proeminente o irmão falso.” “Quantos santos têm sobrevivido aos ataques exteriores apenas pra caírem, feridos mortalmente por amargura, ressentimento, malícia e um coração que não perdoa.” “Damos muitas vezes mais glória ao diabo, ao mundo e à carne nas circunstâncias das nossas vidas do que merecem. Culpamos os nossos inimigos quando somos esbofeteados, mas recebemos grande paz e quietude de coração quando nos recusamos a reconhecer causas secundárias nas nossas vidas.” “Nem todos gozam o privilégio de conhecer a agonia da traição, cuja finalidade é levar-nos a participar, em alguma medida, da profundidade do Amor de Cristo.”

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