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    As máscaras da melancolia - Um psiquiatra cristão aborda a problemática da depressão e do suicídio

    John White

    ABU
    2001
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-10: 8570550162
    Português Brasileiro
    3.6
    7 avaliações
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    A depressão usa muitas máscaras. Uma pessoa se sente "na fossa"; outra, desesperada corta os pulsos. Algumas correm incessantemente numa euforia maníaca; outras andam como se tivessem chumbo nos pés. O que é este monstro que escraviza tanta gente? É um problema de natureza espiritual, física ou demoníaca? Por que os cristãos também sofrem? Por que as pessoas se suicidam? Como funcionam as terapias modernas? Até que ponto surtem efeito? John White enfrenta estas questões com a capacidade de um psiquiatra experimentado e a sabedoria de quem conhece profundamente a Palavra de Deus. Ele oferece orientação e apoio a todos que lidam com as pessoas deprimidas, sejam médicos,conselheiros, pastores, amigos ou parentes.

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    Geversom Sousa picture
    Geversom Sousa11/06/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    RESENHA

    WHITE, John. As máscaras da melancolia - um psiquiatra cristão aborda a problemática da depressão e do suicídio, ABU Editora, 2001 John White é livre docente de psiquiatria na Universidade de Manitoba, Canadá, e faz parte da equipe pastoral de uma igreja. Além do livro em estudo é autor de Eros e Sexualidade, Dinheiro Não É Deus, Quando o Espírito vem com Poder. O livro é dividido em quatro partes e onze capítulos ao longo dos quais o autor discorre sobre as diversas faces da depressão, confrontando ciência e palavra de Deus e oferecendo orientação a todos que lidam com pessoas deprimidas. Na primeira parte do livro intitulada CRISTIANISMO E SAÚDE MENTAL (capítulos: 1. As diferentes depressões, 2. O pecado, a enfermidade e o diabo, 3. A cura e a mente) John White argumenta sobre os tipos de depressões, afirmando a existência de depressões silenciosas, ou seja, a pessoa guarda para si mesmo. Além deste tipo, existem depressões que são temporais, depressões que duram até que pessoas liberem perdão e se sintam perdoadas. O autor afirma que uma pessoa ativista também pode entrar em depressão quando sua rotina é quebrada. Assim, White apresenta que as pessoas possuem, de forma geral, um nível “x” de depressão que precisam de tratamento. Na segunda parte chamada A CIÊNCIA E AS MÁSCARAS (Capítulos 4. Os santos, a ciência e a psicologia, 5. As máscaras da melancolia), ao tratar da queda inicial em Gênesis 3, o autor afirma que todo ser humano está sujeito à decadência, à enfermidade e ao Diabo, que veio para “destruir” e assim atormenta a criação de Deus ao ponto de levá-la a depressão. Quanto a cura da mente, o autor afirma que cura divina ainda é uma realidade atual e está sob a vontade soberana de Deus. White diz que sofremos influências gregas, que dicotomizam o homem, fazendo separação entre corpo e mente, tratando-os separadamente, mas, afirma ele, não podemos procede desse modo dualista. O Autor discorre sobre o relacionamento entre os santos, a ciência e a psicologia e chega a conclusão de que o cristão não deve temer a ciência, pois Deus é soberano e dá capacidade para o homem trabalhar em prol do criador. Como a capacidade humana é limitada, devido a queda, o seu conhecimento é limitado, mas auxilia no tratamento. Ele volta a falar sobre os níveis de depressão e afirma que a ciência e a psicologia contribuem para o tratamento ao chegar a um diagnóstico preciso e assim, o conselheiro bíblico ter uma ferramenta que o auxilia para o tratamento do deprimido. Jonh White afirma que a depressão de uma pessoa pode ser completamente diferente da depressão de outra, a isso ele chama “as máscaras da melancolia”, que podem ser enfermidades unipolares ao demonstrar exaltação e excitação, mas também podem ser enfermidades bipolares, quando a pessoa alterna entre um estado de entusiasmo e o estado de desespero. Assim, a pessoa pode agir constantemente de acordo e condicionado a doença que pode ser camuflada por sintomas, como fobias, obsessões e compulsões. A terceira parte tem por título COMPREENDENDO A DEPRESSÃO E O SUICÍDIO (Capítulos 6. Teorias sobre a depressão, 7. Assombrosa e maravilhosamente feito, 8. A anatomia do suicídio) e nela o autor escreve a respeito das teorias sobre a depressão. White diz que a pessoa deprimida pode cometer suicídio, que é o estágio final de uma pessoa com desânimo, que perdeu o afeto por si, perdeu a autoestima e não tem mais expectativa positiva para o futuro. O cérebro humano foi assombrosa e maravilhosamente feito, que funciona como se fosse uma máquina criada e programada para passar por várias situações, sendo influenciadas por meios externos, assim, o indivíduo que sofre influencia externa e pode chegar à depressão, bem como à influência genética, que também pode levar o indivíduo a depressão. Quanto a anatomia do suicídio constitui-se no lado mais escuro, no estágio final da depressão. Este estágio é como se o indivíduo estivesse só no mundo. Não há mais relacionamento com o mundo exterior e leva ao egocentrismo exagerado e sem motivo de existência. Durkheim não diz que apenas o egoísmo é a causa do suicídio, mas o suicídio altruísta e o suicídio anômico. A maioria dos suicídios ocorre no sexo masculino e principalmente aqueles que são ativos ao extremo. Os motivos apresentados pela psicologia para o suicídio são vários: Tentativa de expiar o erro; Fuga de uma situação intolerável; Desejo vingativo de ferir outras pessoas; Masoquismo: Tortura que acaba com a morte, infligida pelo êxtase sexual experimentado até o ponto de morrer; desejo de reencontrar paz ou uma vida melhor; e, o desejo de reencontrar uma pessoa amada. Na quarta parte e última parte do seu livro ENFRENTANDO A DEPRESSÃO E O SUICÍDIO (Capítulos 9. Enfrentando o suicídio, 10. Endireitando mentes distorcidas: psicoterapias, 11. Endireitando mentes distorcidas: terapias físicas) o autor escreve sobre enfrentar a depressão e o suicídio. Fatores étnicos podem ajudar no aconselhamento, como faixa etária, sociabilidade, saúde, histórico familiar, drogas e álcool. Mas, o maior indicador e mais seguro de um possível suicida está no modo como as pessoas falam. O tratamento deve ser tanto de aconselhamento quanto de acompanhamento clínico. Finalizando, ao tratar sobre a anatomia do suicídio, John White retrata a importância do tratamento com a psicoterapia, sendo ela combinada ou não: no caso de traumas pós luto, redirecionar a mágoa; terapias cognitivas; tratamento com o método behaviorista; o aconselhamento pastoral; e também o tratamento físico. Portanto, essa é a obra evangélica mais abrangente sobre depressão, mergulhando fundo no que refere-se ao suicídio, as psicoterapias e as terapias físicas. Assim, devemos agir cautelosamente com as pessoas deprimidas, para que possamos impedi-las de cometer “atos extremos” como matar ou cometer o suicídio. As pessoas com tendência suicida gostam de conversar a respeito. Por isso a necessidade de considerar a seriedade com que estão conduzindo o assunto. O aconselhamento bíblico é de fundamental importância para levar esperança ao coração daquele que está perdido.

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