Durante muito tempo, a historiografia brasileira refletiu as histórias das elites vitoriosas e dedicou-se, na maior parte, a acompanhar as mudanças do eixo econômico dentro do território nacional. Assim, temos vasta produção não só sobreo Nordeste colonial, como também sobre as Minas Gerais no século XVIII, a província fluminense e a Corte no século XIX e São Paulo no século XX. Além do interesse pelas mudanças econômicas, nesses pontos de atração, alguns temas são continuamente pesquisados, entre outros a escravidão africana, a industrialização, etc. No conjunto, apesar de sua importância, estas regiões, épocas ou temas, com seu poder de atração, contribuíram para um relativo esquecimento de outros assuntos e também da história de outras regiões em determinadas épocas. Modernamente, saímos desse provincialismo intelectual e começamos a escrever as histórias locais, das épocas esquecidas. Retomamos o fio da meada, deixado por historiadores e cronistas regionais que, por muito tempo ignorados nas prateleiras das bibliotecas, voltam a ter importância ao se escrever a verdadeira história brasileira que não deve ser somente a dos vencedores, mas também a dos vencidos, a da Corte como a da província, a das regiões "desenvolvidas" como a das empobrecidas e exploradas.
Nordeste Insurgente (1850-1890) (Tudo é história) -
Hamilton de Mattos Monteiro
Brasiliense
1981
100 páginas
3h 20m
ISBN-10: 8511020101
Português Brasileiro
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