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    O Homem ao Cubo -

    Leon Eliachar

    Livraria Francisco Alves Editora
    1979
    181 páginas
    6h 2m
    ISBN-10: CDD__86993
    Português Brasileiro
    3.5
    76 avaliações
    Leram173Lendo2Querem31Relendo1Abandonos3Resenhas3
    Favoritos0Desejados31Avaliaram76

    Este livro deve ser lido desde o início. NÃO CONTE O FINAL A NINGUÉM! Frases para publicidade: Leia um pedacinho na livraria. O resto você lerá em casa. Surpreenda sua mulher dando-lhe este livro. Surpreenda seu marido mostrando-lhe que já comprou. Prático, econômico, saudável, não desbota, não mancha, inquebrável - pode ser conservado fora da geladeira. Um livro que não acaba nunca. Basta guardá-lo fora do alcance das crianças. Dois milhões de exemplares vendidos até agora. Contando com o seu, naturalmente.

    Resenhas (3)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1103/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    MUITO BOM: como era gostoso o humor politicamente incorreto – e por vezes filosófico – de Leon Eliachar

    Lido entre 28 de fevereiro e 03 de março de 2023. Homem ao Cubo faz parte da trilogia escrita por Leon Eliachar (1922-1987) que compreende O Homem ao Quadrado e O Homem ao Zero, coletâneas de textos humorísticos, alguns deles ilustrados com desenhos e fotos, e publicados nos anos 1960-1970, por aí, tempo em que ainda não havia humor politicamente correto. Destacava-se bastante o humor praticado pelo pessoal do semanário O Pasquim (1969-1991), gente do talento de Millôr Fernandes, Ziraldo, Paulo Francis, Jaguar etc., que tem bastante a ver com as criações de Leon Eliachar. Quem ler o livro com a cabeça de hoje pode não gostar, especialmente as mulheres, já a partir da dedicatória do autor: “Às mulheres em geral, que muito me ajudaram – não dando palpites.” E a coisa, a suposta misoginia ou não, não para por aí. Há todo um capítulo ou tomo, o III no caso – a mulher em flagrante – em que o autor diz que “A mulher foi o segundo homem que Deus fez – passado a limpo.” Ou ainda, “A vaidade é a bússola da mulher. Ela se desorienta por ela.” E mais essa: “É nas compras que a mulher revela a capacidade do seu marido em gastar mais do que ele ganha.” São 12 páginas de conteúdo parecido com esse, somente com frases engraçadas ou não (depende) sobre as mulheres, daí que elas poderão não apreciar o livro mesmo. Além de frases dedicadas a um assunto específico temos crônicas variadas, histórias do autor sobre São Paulo muito interessantes (ele era carioca), televisão, astronáutica, consultório sentimental e espiritual etc. No tomo XI Eliachar dá conselhos ou responde às perguntas de quem lhe escrevia cartas então, cartas fictícias, obviamente. Como esta, de Vladmira, de Florianópolis, SC, que afirmava: “Meu marido nunca usou aliança, desde que nos casamos.” E a resposta do autor: “O importante no casamento, Vladmira, não é que o homem use a aliança — é que use a mulher.” Tem essa também, de um homem, um tal Marito, de Carangola, MG: “De uns meses para cá, comecei a receber cartas anônimas que dizem certas coisas de minha mulher que, francamente, dão pra desconfiar. Minha mulher diz que é tudo mentira.” Resposta: “Das duas, uma: ou você acredita em sua mulher e joga fora as cartas, ou acredita nas cartas e joga fora a sua mulher.” E por aí vai... Na sequência tem uma ficção científica, engraçada, claro, artigos do dia e uma seção sobre médicos, chamada “o doutor, esse desconhecido”. Uma das frases é sobre um paciente que engoliu a dentadura sem mastigar e não sabe o que fazer agora. Tem ainda o paciente que procura o psicanalista porque sonha sempre em inglês e, como ele diz, “(...) o sonho vem sem legendas e não entendo zerusca, doutor.” Tem ainda coisa diferente, uma história Quarenta Graus à Sombra que é para um casal ler na praia no mesmo livro. Ela vem numa página normal e na outra é repetida de cabeça pra baixo para que o casal deitado na areia frente a frente possa usufruir da mesma leitura. Tem receitas malucas e também reflexões sem reflexo. Para encerrar uma frase que passados tantos anos ainda é válida no Brasil, especialmente nesses tempos: “Uma coisa a inflação conseguiu: os homens de amanhã são mais caros que os de hoje.” Sem dúvida: tai Brasília pra confirmar as palavras do sábio – e muito engraçado – Leon Eliachar.

    6 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 76
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas7%
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    Leon Eliachar

    Veio para o Brasil muito pequeno e viveu quase toda a sua vida no Rio de Janeiro, onde morreu assassinado. Segundo notícias da época, ele foi assassinado a mando de um rico fazendeiro paranaense com cuja esposa o autor vinha mantendo um romance. Jornalista desde os 19 anos de idade, trabalhou em diversos jornais e revistas, fixando-se, por último, no Última Hora, onde mantinha uma página com o título de Penúltima Hora. Justificava o nome da página com a legenda "um jornal feito na véspera". Em 1956 foi laureado com o primeiro prêmio na IX Exposição Internacional de Humorismo realizada na Europa, em Bordighera, na Itália.

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    Leon Eliachar