Da República (Edições do Senado Federal #250) -

    Marco Túlio Cícero

    Conselho Editorial - CEDIT
    2019
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788570189486
    Português Brasileiro

    Nada mais atual que Da República. Nessa obra, o grande orador, advogado, político e filósofo Marco Túlio Cícero (106 a.C.-43 a.C.) discute os fundamentos de uma forma de governo mais justa e distributiva. Esse clássico da Antiguidade romana, escrito em forma de seis “livros”, mostra a história de Roma e a fundação dos Estados, define o homem político, faz apologia da justiça social como base do governo da República. Em outros capítulos, ou “livros”, Cícero aborda a decadência dos costumes gregos e romanos, faz o elogio da família e afirma que a verdadeira felicidade só pode ser dada por uma perfeita Constituição política.

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    Pedro Guimarães11/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os governantes se submetem as mesmas leis dos governados

    ''Da república'' de Cicero pode ser conceituado como um dos livros mais difíceis escritos pelo autor Muitas vezes temos que recorrer a outras obras do mesmo escritor para assimilar algumas particularidades. A dificuldade se concentra em 3 pontos basicamente: -o texto é fragmentário e incompleto, notadamente, o livro 4 e 5. -O livro é em forma dialogal -intercala e realiza referências Platônicas. Em segundo plano, Políbios era diferente de Cícero, ou melhor, estão em momentos históricos opostos. Um fala no Auge das instituições já o outro fala durante a decadência. Cicero era Romano e Polibios Grego Polibios caracteriza sua idealização sob perspectiva teórica Cicero já é critico ao idealismo Platônico, o qual faz referências demasiadamente, no entanto, marca sua distinção visivelmente. No livro 1 ao 3,por outro lado, Cicero retoma diversos argumentos do autor citado acima expondo a forma de governo, as transformações e a razão do poder romano repousar nas instituições. O livro 4 e 5 são bem inconclusos e o 6 descreve o sonho de Cipião que possui em sua atribuição a compreensão na imortalidade da Alma. Cícero, na tentativa de esquematizar tal feito ao modelo romano de politica universal traça uma importante e peculiar comparação. Assim, constata-se no livro ''A república'' de Platão ''Mito de Err'' um equivalente exemplo mas com certas adaptações greco-helenisticas para a mentalidade romana. Nesse livro, Marco Tulio, conceitua através de Cipião a república como aquela que possui consenso jurídico e dignidade no bem comum. Aquela cujo sinônimo atrai o constitucionalismo e não o governo popular. Aquela regida pela igualdade mas longe de atingir seu ápice na monarquia ou aristocracia. Marco Tulio vislumbra breve e remotamente os 3 poderes e as medidas de freios e contrapesos(Check and Balance) ''Quando o povo sabe manter sua prerrogativa não é possível encontrar mais glória, prosperidade e liberdade, porque o povo permanece árbitro das leis,dos juízes, da paz, da guerra, dos tratados, da vida e da fortuna de todos e de cada um: então, e só então, é a coisa pública coisa do povo''.

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