Sou o Primeiro e o Último (Biblioteca René Girard) - Estudo em teoria mimética e apocalipse

    Maurício G. Righi

    É Realizações
    2020
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9788580333978
    Português Brasileiro

    Já em seus primeiros livros, René Girard identificou nas relações humanas efeitos dramáticos de certo “mal ontológico”, o qual tendemos a ocultar. Desvendar a falta que nos constitui implicou que a teoria mimética se compusesse desde o princípio pela surpreendente atitude da conversão. E reconhecer a violência que nos habita levou o pensador francês ainda além. A confrontação ao mecanismo vitimário determinou a teoria ela mesma, fazendo a obra girardiana abdicar com crescente firmeza do desejo de domínio sobre suas categorias. É a cada texto mais explícita a sua adesão à corrente cujo parentesco é visto já nesse gesto e naquela revelação: a apocalíptica. Em Sou o Primeiro e o Último, Maurício G. Righi reconstrói tal itinerário e apresenta com detalhes o profetismo que se funda na ideia do apocalipse. Escrito com fluência e convicção, o ensaio – cativante do começo ao fim – progride com seu próprio objeto, alternando entre esclarecedor e perturbador, e mantendo-se sempre estimulante.

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    Marcelo matos03/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um dos melhores livros sobre Girard

    O livro é uma das melhores introduções ao pensamento girardiano ao longo do seu desenvolvimento da crítica literária a antropologia ao seu entrelaçamentos em uma teoria ou teologia da história. O livro apresenta uma leitura aprofunfada de 6 das principais obras do teórico francês que correspondem a estágios de desenvolvimento do seu insight fundamental a saber sobre o caráter mimetico do desejo. As obras mentira romântica e verdade romanesca, Dostoiévski do duplo a unidade, A violência e o Sagrado, Coisas ocultas desde a fundação do Mundo, Eu via satanás cair como um relâmpago e Rematar Clausewitz: Além da guerra são brilhantemente abordadas pelo autor demonstrando que a obra de Girard tem um ensejo apocalíptico desde o início e de que seus insights fundamentais se desenvolvem ao longo de toda a sua obra dando a ela uma coerência fundamental em todos os seus aspectos. Além do interesse pelo pensamento gurardiano a obra apresenta capítulos fundamentais de rica contribuição histórica e antropológica sobre a historicidade e simbólica do "Apocalipse" e como as experiências fundamentais que são comunicadas vão muito além do imaginário judaico-cristão mas são perceptíveis nas experiências religiosas mais diversas. Por fim é uma obra que recomendaria além dos interessados no pensamento girardiano também seria uma leitura satisfatória para intetessados em história da religião, antropologia, psicologia social e interpretações interessantes e críticas sobre a nossa época apocalíptica dos terrorismos, genocídios, guerras totais e das novas idolatrias que confentam os totalitarismos o dinheirismo que cada vez mais exigem sacrifícios de inocentes nessa maquina de fazer vítimas, que é o nosso seaculum,mas você também pode chamar de "Satanás".

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