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    Greves no início do período soviético, de 1922 a 1932: da militância à passividade da classe operária? -

    Kevin Murphy

    Zazie
    2020
    46 páginas
    1h 32m
    ISBN-13: 9788793530454
    Português Brasileiro
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    "A relação entre o regime soviético e a classe operária tem estado há tempos no centro da controvérsia sobre a natureza do sistema soviético e a ascensão do stalinismo. A dinâmica da atividade grevista diz muito sobre essa relação. Dado que o regime soviético alegava governar em nome dos interesses do proletariado, por que alguns trabalhadores entravam em greve, e como o Estado reagia? Até pouco tempo atrás, era quase impossível dar respostas definitivas mesmo para as perguntas mais básicas sobre as greves no início do período soviético. O acesso aos arquivos da antiga União Soviética e a consulta a fontes publicadas nos ajudam a entender algumas dessas questões e indicam as áreas nas quais são necessárias novas pesquisas. Este artigo mapeia os contornos gerais das primeiras greves soviéticas. Relatórios da OGPU (polícia secreta), publicados como “Sovershenno sekretno”: Lubianka-Staliny o polozhenii v strane (1922-1934),proporcionam uma notável e inédita janela para avaliar as paralisações. Mesmo com lacunas nos dados, temos agora informação suficiente para estimar o número de greves no início do período soviético, o grau da participação dos trabalhadores, a duração dos conflitos, os motivos dos trabalhadores, quais trabalhadores estavam mais propensos a entrar em greve em diferentes períodos e como as paralisações foram resolvidas. Examinar os acontecimentos pelo prisma de uma fábrica de importância estratégica, a Serp i Molot, em Moscou, proporciona uma perspectiva de base que não fica discernível em análises quantitativas dos dados mencionados. Investigo aqui a atividade grevista em quatro períodos relativamente distintos: o renascimento da militância trabalhista após a Guerra Civil, a formação de um “contrato social” em meados da vigência da Nova Política Econômica (NEP), a crescente pressão sobre esse contrato no período posterior à NEP e a atividade grevista bastante reduzida, mas com maior peso político, durante o Primeiro Plano Quinquenal, entre 1928 e 1932."

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    Kevin Murphy

    Kevin Murphy é professor de História da Rússia na Universidade de Massachusetts Boston. Seu livro Revolution and Counterrevolution: Class Struggle in a Moscow Metal Factory [Revolução e contrarrevolução: luta de classes em uma metalúrgica de Moscou], venceu o Prêmio Deutscher Memorial em 2005.

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