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    Triste Fim de Policarpo Quaresma (eBook) (Clássicos da Literatura) -

    Lima Barreto

    Ciranda Cultural
    2018
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788538078739
    Português Brasileiro
    1.5
    1 avaliação
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    Obra publicada em 1911 é um romance do período do pré-modernismo brasileiro. O personagem central é o major Quaresma um ingênuo, idealista e obstinado nacionalista. A narrativa faz um comparativo das pessoas engajadas com a defesa da nacionalidade e as pessoas que se preocupam apenas consigo. Denunciava as estruturas governamentais do então governo de Floriano Peixoto, replicando os aspectos da sociedade. Oscilando entre humor e drama.

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    Eduardo Pinto de Amorim Leite15/11/2025Resenhou um livro
    1.5 (Ruim)

    Sobre o autor: Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima Barreto) (13/05/1881-01/11/1922). Nasceu no Rio de Janeiro – Brasil. Jornalista e escritor brasileiro. Publicou romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente em revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX. Livros: O Triste Fim de Policarpo Quaresma (Em 1911, publicou este romance nas páginas do Jornal do Commercio, pagando do próprio bolso a edição em livro lançada em dezembro de 1915. Nessa época, tornaram-se mais agudas as crises de alcoolismo e depressão do escritor, o que provocou sua primeira internação no hospício em 1914). Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919). Sobre o livro: Entre os 100 livros essenciais, segundo revista Bravo. Policarpo Quaresma, conhecido como Major Quaresma. Dona Adelaide – irmã de Quaresma. Olga – afilhada de Quaresma. Trabalhava no Arsenal de Guerra, onde era subsecretário. Lia muito, era extremamente nacionalista. Muito sistemático, estava aprendendo violão com Ricardo coração dos outros – amigo de Quaresma e cantor. Família amiga – Coronel Albernaz. Sua esposa Dona Maricota. Genelício – ia casar-se com uma filha de Albernaz (Ismênia). Faz um requerimento para transformar a língua tupi-guarani como a oficial do Brasil, o que gera uma suspensão no trabalho, com consequente aposentadoria. Ficou internado num hospício, dado como louco. Philippe Pinel, um dos criadores da psiquiatria moderna. Ismênia é abandonada pela noivo e fica maluca. Acaba morrendo. Após 6 meses internado num hospício, vai viver num sítio (Sossego) com a irmã, cuidando de hortas, animais. Tenta vender frutas que plantou mas descobre o preço muito baixo, onde os atravessadores e impostos são ruins. Escreve uma proposta para o governo. Na fazenda tem a praga das formigas. Ele lê muito sobre os assuntos de fazenda. Acontece a guerra tentando tirar o Marechal Floriano do poder. Quaresma se apresenta no Rio de Janeiro. Numa audiência com o Marechal Floriano, entrega o escrito dele, propondo retirar impostos, etc., mas o Marechal não lê na sua frente. Floriano é tratado no romance como um Zé ninguém, sem poder de decisão. Henrique IV – rei da França que acabou com o pagamento das dívidas com trabalhos forçados. Sila – militar e ditador romano que estimulava a corrupção. Richelieu – ministro francês no governo de Luís XIII, responsável por reformas nas finanças. Major Bustamante – interlocutor de Floriano. Entra na guerra, é ferido levemente. Chega a matar, entra em depressão. Jacobinos – guarda abnegada da República. Na mitologia grega Caronte era o barqueiro que transportava as almas dos mortos para o reino das sombras. Ricardo também está na guerra e deprimido por não poder cantar, apesar de andar com o violão. Foi ferido gravemente na guerra. Quaresma escreve nova carta, protestando contra cenas de guerra que presenciara. É preso, provavelmente devido a esta carta. Ricardo tenta libertá-lo, com ajuda de Olga, sem sucesso. Era considerado um traidor, um bandido. Termina o livro com ele preso.

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    Afonso Henriques de Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª a 4ª série. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Afonso Henriques de Lima Barreto