Quando se embarca em uma leitura você quer estar diante de uma história que te arrebate, que faça com que você não consiga se afastar daquele livro antes de terminá-lo. Mas existem aqueles livros que são tão especiais que inevitavelmente te marcam, uma marca que impossibilita o esquecimento dos sentimentos que determinada história te fez sentir. Foi o que ocorreu comigo ao ler As Luzes Brancas de Paris, cheguei ao final desse livro com uma angústia enorme precisando muito da continuação e eis que agora terminei toda essa jornada de Xenia e Max.
Mas esse livro não é só da Xenia e do Max, é da Natasha, do Axel, do Félix, da Lili, da Clarissa, do Dimitri... É o livro de toda a nova geração e dificuldades que surgiram após a segunda guerra mundial. É o livro sobre uma Berlim devastada, sobre os erros humanos, a covardia, mas também da esperança, do amor, das oportunidades.
Nesse livro após sofrer os horrores do campo de concentração, Max consegue voltar a ter sua liberdade, mas tão mudado. Já não há mais aquele homem despreocupado e otimista que foi antes.
Em Paris, Xenia tem que lidar com todos os seus questionamentos: o que houve com Sara Lindner? E Max... Max que mesmo depois de tantos anos, ainda possuía seu coração. Então ela resolve ir a Berlim, atrás daquele que falta na sua vida e quando você pensa que tudo se resolverá, eis que surge um fator que não foi levado em conta: o medo.
O medo faz com que Max cometa o mesmo erro que Xenia cometeu no livro anterior, fazendo com que mais anos de infelicidade aconteçam. Passei raiva com o Max por vários motivos, mas o principal foi que ele foi egoísta, não levou em consideração o que ele e a Xenia criaram de novo (não posso dizer o que é, afinal, seria spoiler) e não pensou duas vezes antes de ir atrás de um rabo de saia enquanto a Xenia ficava sozinha pra lidar com certas coisas, confesso que não consegui perdoar ele por isso, mas essa é uma revolta pessoal. Me indigna quando "certas coisas" não são importantes diante do egoísmo humano.
Mas temos também a Natasha, que cresceu como mulher a duras provas. Félix, que quer reconstruir o patrimônio da sua família roubado pelos nazis. Axel que precisa lidar com a verdade: ele foi enganado por um sistema opressor. Lili, quem não tem paz do que ocorreu com sua família. Clarissa, a jovem que perdeu tudo da pior forma possível. E Dimitri... Ah Dimitri... mais uma vítima de um sistema que não deveria ter existido.
Eu recomendo profundamente esses dois livros. Espero que quem ler os dois, fique tão marcado como eu com essas incríveis histórias.