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    A Manopla de Karasthan - Crônicas de Allaryia Vol 1

    Filipe Faria

    Presença
    2002
    524 páginas
    17h 28m
    ISBN-10: 9722328638
    Português Brasileiro
    3.7
    32 avaliações
    Leram61Lendo5Querem54Relendo0Abandonos1Resenhas2
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    Na imensidão cósmica existe um mundo, Allaryia, de grandes heróis e vilões infames, de seres de uma beleza indescritível e criaturas maléficas de uma fealdade atroz, nações poderosas e impérios tirânicos. Depois de muitas eras que alternaram entre a paz e a discórdia, encontramos neste primeiro volume das Crónicas de Allaryia, um tempo de aparente tranquilidade, de uma calma inquietante, semelhante ao silêncio que antecede a tempestade. Algures, numa câmara escura, subterrânea, algo se move, tentando libertar-se de anos de cativeiro, algo monstruoso, inumano, sedento de sangue e dor. O povo de Allaryia perdeu o seu campeão - Aezrel Thoryn, provavelmente morto numa batalha contra o Flagelo, a força das trevas, em Asmodeon - e mais do que nunca precisa de protecção. Aewyre Thoryn, o filho mais novo do saudoso rei, pega em Ancalach, a espada do seu pai, decide descobrir o que realmente lhe aconteceu e parte a caminho de Asmodeon. O que o jovem guerreiro não podia prever era que a sua demanda pessoal se iria transformar, à medida que os encontros se vão sucedendo, na demanda de um grupo particularmente singular, que reunirá a mais estranha e inesperada mistura de seres - Allumno, um mago, Lhiannah, a bela princesa arinnir, Worick, um thuragar, Quenestil, um eahan, Babaki, um antroleo, Taislin, um burrik, Slayra, uma eahanna negra e o próprio Aewyre. O ritmo a que se sucedem as aventuras é absolutamente alucinante, a cada passo surgem perigos mais tenebrosos, seres aterradores que esperam, ocultos nas sombras, o melhor momento para atacar e roubar a tão desejada Ancalach? Mas os laços de amizade que unem o grupo estão cada vez mais fortes e, juntos, sentem-se capazes de enfrentar qualquer inimigo.

    Resenhas (2)Ver mais
    Inês Montenegro picture
    Inês Montenegro05/02/2016Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    As “Crónicas de Allaryia” parecem-me ser aquela saga de Fantasia portuguesa que toda a gente leu, menos eu. Em ordem a "libertar-me dessa condição", saltitei até à Biblioteca e trouxe comigo este primeiro volume – fiquei aliviada por não o ter comprado. É-me evidente o porquê do sucesso que os livros tiveram: caso lhes tivesse pegado na minha adolescência, onde sorvia feita buraco negro tudo o que me recordasse Harry Potter ou Fantasia Medieval, o mais provável é que também tivesse gostado, quiçá recomendado. Contudo, aos olhos de agora, as falhas são-me demasiado evidentes. O autor começa com um prefácio em itálico de um Escriba, onde numa catrapachada de infodump nos coloca a par da História do seu worldbuilding até ao momento. Ainda que a informação possa vir a ser importante, sei de uma quantidade de leitores que, na sua adolescência, se limitaram a passar isto à frente por ser "demasiado aborrecido". De facto é-o, e quando o público-alvo é constituído maioritariamente por adolescentes, deve-se ter atenção a este tipo de coisas, procurando contorná-las. Opinião completa em:

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    Filipe Faria profile picture

    Filipe Faria

    Nascido a 11/02/1982 em Lisboa. Frequentou a Academia de Sta. Cecília durante um ano. De seguida ingressou na Escola Alemã de Lisboa, que frequentou desde o jardim de infância até ao 12º ano. Cedo cultivou um gosto pela literatura fantástica, atiçado pelo interesse pela Idade Média e por uma fortuita descoberta durante o 8º ano na biblioteca da escola: A Tolkien Bestiary. Desde então a fantasia ttornou-se uma insaciável paixão. Fez os esboços de uma aventura aos 16 anos, que lentamente evoluiu para uma obra de quase 600 páginas. Concorreu com A Manopla de Karasthan ao Prémio Branquinho da Fonseca, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e o jornal Expresso, em Janeiro de 2001, consagrando-se vencedor. Estabeleceu contato com a Editorial Presença em Janeiro de 2002 e o livro foi publicado em Abril, seguido em Dezembro desse ano por Os Filhos do Flagelo, o segundo volume da saga, e assim iniciou sua carreira literária.

    6 Livros
    1 Seguidor
    Lisboa, Portugal

    Filipe Faria