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    O livro de Catulo -

    Catulo

    Edusp
    1996
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8531403383
    Português Brasileiro
    4.3
    22 avaliações
    Leram61Lendo3Querem107Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos6Desejados107Avaliaram22

    Nesta edição bilíngüe que reúne toda a obra que nos restou de Catulo, o organizador e tradutor reconstrói em versos os textos originais empregando engenhosamente os recursos próprios da língua portuguesa para dar conta da verve e do refinamento técnico do poeta latino. Instruindo os doutos e deleitando os leigos, segundo o ideal apregoado pelos antigos, João Ângelo apresenta também diversas notas aos poemas e um estudo aprofundado do contexto literário em que se insere a obra e de suas particularidades formais, comparando-a com a de outros poetas contemporâneos. Completa o volume uma antologia de traduções de poemas de Catulo para o português, feitas por Garret, Castilho, Fernando Pessoa, Haroldo de Campos, José Paulo Paes, Francisco Achcar, Luiz Antônio de Figueiredo e Nelson Ascher, entre outros.

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    Gaius Valerius Catullus

    Caio Valério Catulo (84 a.C. - 54 a.C.) foi um sofisticado e controverso poeta veronense que viveu em Roma, durante o final do período republicano. Catulo se liga a um círculo de poetas de ideais estéticos comuns, os quais, Cícero chama de poetas novos (modernos), termo este, carregado de sentido pejorativo. Esse grupo de poetas rompia com o passado literário romano (mitológico), passando, entre outras características, a utilizar uma temática considerada “menor” pelos seus críticos. Acrescenta-se às características da poesia de Catulo, a linguagem coloquial (Ex. Ineptire, no canto VIII), a simulação freqüente de improviso na sintaxe (frases interrompidas por orações paratéticas, repetição de palavras e expressões, movimento circular da elocução), versos ligeiros e a simulação do acesso aos recantos mais íntimos do homem. Sua obra se perpetuou através dos séculos que se seguiram, foi exemplo para grandes nomes que vieram depois como Propércio e Tibulo. Também foi muito lido por poetas como T. S. Eliot e Charles Baudelaire.

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