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    Shakespeare in a Divided America - What His Plays Tell Us About Our Past and Future

    James Shapiro

    Penguin Press
    2020
    319 páginas
    10h 38m
    ISBN-10: B07T5Z6VZJ
    5
    1 avaliação
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    From leading scholar James Shapiro, a timely exploration of what Shakespeare’s plays reveal about our divided land, from Revolutionary times to the present day Read at school by almost every student, staged in theaters across the land, and long highly valued by both conservatives and liberals alike, Shakespeare’s plays are rare common ground in the United States. For well over two centuries now, Americans of all stripes—presidents and activists, writers and soldiers—have turned to Shakespeare’s works to address the nation’s political fault lines, such as manifest destiny, race, gender, immigration, and free speech. In a narrative arching across the centuries, James Shapiro traces the unparalleled role of Shakespeare's 400-year-old tragedies and comedies in making sense of so many of these issues on which American identity has turned. Reflecting on how Shakespeare has been invoked—and at times weaponized—at pivotal moments in our past, Shapiro takes us from President John Quincy Adams’s disgust with Desdemona’s interracial marriage to Othello, to Abraham Lincoln’s and his assassin John Wilkes Booth’s competing obsessions with the plays, up through the fraught debates over marriage and same-sex love at the heart of the celebrated adaptations Kiss Me Kate and Shakespeare in Love. His narrative culminates in the 2017 controversy over the staging of Julius Caesar in Central Park, in which a Trump-like leader is assassinated. Extraordinarily researched, Shakespeare in a Divided America shows that no writer has been more closely embraced by Americans, or has shed more light on the hot-button issues in our history. Indeed, it is by better understanding Shakespeare's role in American life, Shapiro argues, that we might begin to mend our bitterly divided land.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Luciana Darce picture
    Luciana Darce21/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse livro me apareceu numa das últimas listas de recomendação que o Goodreads envia, baseado no fato de que já li e avaliei positivamente outros livros do autor. O tema - a ideia de Shakespeare usado no debate político americano - chamou-me bastante a atenção, e como andei assistindo várias peças do bardo nas últimas semanas, decidi passá-lo à frente da lista e começá-lo logo. É um volume relativamente curto (pouco mais de 300 páginas), e o assunto é bem complexo; mas a prosa de Shapiro é estimulante, provocativa e a leitura acabou passando muito mais rápido do que eu previra. Shakespeare in a Divided America tem dois objetivos básicos, primeiro, de demonstrar como os Estados Unidos - a despeito de sua cisão com a Inglaterra - adotaram Shakespeare como parte de sua cultura praticamente desde sua fundação; segundo, de analisar algumas das principais problemáticas da história americana refletidos através do comentário shakespeariano ao longo dos séculos. Shapiro faz isso em oito capítulos, ligados a um episódio histórico e uma específica peça. No capítulo sobre miscigenação, Otelo é analisado do ponto de vista de John Quincy Adams, segundo presidente dos EUA, que escreveu mais de um artigo sobre a "abominação" que é o relacionamento da branca Desdêmona e do mouro Otelo; algo tristemente irônico a se considerar que John Adams advogou contra a escravidão, sendo hoje considerado um abolicionista por sua atuação no Congresso. Em seguida, questões de gênero, cultura armamentista e tipos de masculinidade são trazidas através de Romeu e Julieta. Continuando, Macbeth e uma rusga entre atores fomentam os tumultos do Astor Place em 1849, que tinham por base mais que rivalidades teatrais, a luta de classes em Nova York. Júlio César serviu como inspiração para John Wilkes Booth, o assassino de Lincoln, e as leituras que ambos faziam de Shakespeare tinham muito a ver com o conflito entre Sul e Norte que terminou numa Guerra Civil. O Calibã de A Tempestade representando o imigrante num período em que os EUA começam a restringir a imigração. A Megera Domada e as mudanças no papel das mulheres e do casamento no período pós-guerra. E, para terminar, Shakespeare in Love, adultério, o caso de Monica Lewinsky e o movimento Me Too; e (de novo) Júlio César numa montagem com um sósia de Trump no papel do tirano que iniciou um conflito enorme nas redes sociais e revelou muito do que é hoje a direita e esquerda no país. Ler Shakespeare a partir de tais contextos históricos e utilizá-lo como base para debates políticos é um novo ponto de vista para mim, mas achei essa montagem de argumentos muito interessante. E, embora à primeira vista muito do que seja discutido no livro pareça se aplicar exclusivamente à cultura e política americanas - inclusive porque não temos por aqui a mesma identidade cultural anglo-saxã -, os temas e reflexões que Shapiro traz são bem familiares, especialmente no que diz respeito a polarização política que temos vivido. Gostei do livro muito mais do que tinha imaginado que ia gostar e certamente recomendo a leitura para quem se interessa pelo bardo.

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