"O Coração Delator" é um conto do escritor norte-americano Edgar Allan Poe, publicado pela primeira vez em 1843 e é considerado um dos seus mais célebres contos. A história é transmitida por um narrador sem nome que tenta convencer o leitor de sua sanidade enquanto simultaneamente descreve o assassinato que cometeu. A vítima era um homem velho com um "olho de abutre", como o narrador a chama.
O coração delator -
Edgar Allan Poe
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Ver maisO narrador sempre convence seu leitor?
O conto é narrado em primeira pessoa, que explica como matou um velho, tentando convencer para os policiais e o leitor de que ele não é um louco. “Você imagina-me louco. Os loucos não compreendem nada. Mas você deveria ter me visto. Deveria ter visto a forma prudente com a qual eu agi. Com que cautela, com que premeditação, e com que dissimulação, eu executei o trabalho.” Como um louco poderia matar uma pessoa com um plano tão meticuloso, não é mesmo?! O homem diz que não tinha nenhum problema com o velho, exceto o seu olhar. “É impossível afirmar como o primeiro pensamento intrusivo chegou à minha mente; mas, uma vez concebido, ele me perseguiu dia e noite. Motivo: nenhum. Paixão: nenhuma. Eu amava aquele velho. Ele nunca havia me prejudicado. Ele nunca havia me insultado. Por seus bens, eu não possuía qualquer cobiça. Eu acho que foi o olhar dele! Sim, foi isso! Ele tinha o olhar de um abutre - um pálido olho azul, com uma película nele. Sempre que ele lançava o olhar sobre mim, meu sangue gelava; e então ao poucos - muito gradualmente - eu decidi tirar a vida do velho, e assim livrar-me de seu olhar para sempre.” Ele também nos conta que tivera uma doença que aguçou o seu sentido de audição. Ele mata o velho, esquarteja o corpo e coloca debaixo do vão do piso. Algum vizinha denúncia o grito que o velho deu e logo depois chega dois policiais, o homem alega que teve um pesadelo e começa a mostrar a casa para os policiais, quando mostra o quarto do velho, ele diz que o senhor estava fora da cidade. O homem estava confiante e calmo, afinal não deixou nenhum pista e fez uma bela faxina após matar o velho. Preparou as cadeiras para os polícias e diz para descarem um pouco e o homem senta no exato ponto onde o cadáver do velho estava. Com a sua audição aguçada, ele começa a ouvir o coração bater, cada vez mais alto e mais forte e isso estava o deixando aflito e agoniado para os policiais fossem embora. Desconfiou de que os policiais também estavam ouvindo o barulho, até que determinado momento, ele não aguenta mais o barulho tão alto que assume o crime. “Canalhas!” – esbravejei – “não finjam mais! Eu admito o que fiz! retirem o assoalho! aqui, aqui! - é aqui onde bate o maldito coração!” O final é interpretativo, e gostaria de saber a opinião de quem leu o conto. Quando ele começa a ouvir o coração do velho bater forte uns momentos antes de mata-lo, ele diz que o som do coração batendo se assemelha ao de um relógio. “Chega aos meus ouvidos um som, abafado, monótono e regular, tal como um relógio faz quando embrulhado em algodões. Eu também conhecia bem aquele som. Eram as batidas do coração do velho.” Afinal o som que o homem ouviu era de um relógio ou de seu próprio coração? Ao meu ver era do seu próprio coração conforme o seu nervosismos aumentava… Achei o conto genial!
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